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“Como a abelha que colhe o mel de diversas flores, a pessoa sábia aceita a essência das diversas crenças e vê somente o bem em todas as religiões”

15 de jul. de 2011

Conheça a impressionante e comovente historia de Malika Oufkir e veja se você realmente tem motivos pra reclamar da vida.




Malika Oufkir tinha 5 anos quando foi adotada como filha pelo rei do Marrocos. Morou num palácio, era querida por todos e vivia cercada de luxo. Dezessete anos depois, o mesmo rei a mandaria para a prisão, onde ela passou anos sem ver a luz do sol e comendo carne estragada. Sua história virou best-seller na França e é agora lançada no Brasil.
Malika Oufkir nasceu em 1953, a primeira filha do general Mohammed Oufkir. "Dos primeiros anos da minha infância", diz Malika, "eu só te- nho boas lembranças. Meus pais me rodeavam de amor, me mimavam e me vestiam como uma princesinha". Ela só tinha 5 anos quando sua mãe, amiga de infância do rei Mohammed 5º, levou-a ao palácio pela primeira vez para se encontrar com uma princesa de verdade, a filha do rei, Lalla Mina, também com 5 anos.


Uma rara foto de Malika (terceira a partir da esq.) com os irmãos na prisão
Malika encantou o rei. Ele gostou tanto da menina que quis adotá-la como companhia para sua filha. A mãe de Malika não tinha escolha. Malika foi arrastada de sua casa e de sua família para começar uma nova vida como amiguinha de Lalla Mina no luxuoso confinamento do palácio.

"Lembro que minha mãe desapareceu de repente e me jogaram dentro de um carro que me levou para Villa Yasmina, onde Lalla Mina morava com sua governanta. Eu gritava e chorava, mas a governanta me pôs no quarto de visitas e trancou a porta. Solucei a noite toda."

"Apesar da minha mágoa, aos poucos eu me conformei com a separação. Eu amava minha mãe demais, e as visitas dela eram uma tortura para mim. Nas raras ocasiões em que ela vinha me ver, chegava ao meio-dia e ia embora às 14h. Quando a governanta me avisava que ela viria, eu sentia uma alegria que não se comparava com nada, só com a intensidade da dor que eu sentia logo depois, ao lembrar que ela iria embora dali a pouco. Eu ia correndo como uma louca até a sala de recepção, onde minha mãe estava me esperando. Ficava na frente do cabideiro e enfiava meu rosto no casaco dela. No almoço, eu não comia. Só a observava. Registrava todos os detalhes que podia e de noite eu rememorava tudo antes de dormir."

As visitas de sua mãe se tornaram cada vez menos freqüentes, e Malika foi se isolando do mundo. Ela tinha entrado em um lugar mágico e exótico, onde tudo parecia possível – menos fugir de volta para a família de que ela sentia tanta saudade.

A enorme mansão que o rei havia erguido para sua filha era um paraíso infantil. Um jardim magnífico cheio de flores rodeava a casa. As passagens eram ladeadas por pés de limão e de laranja. "Lá aprendi a arte de ser uma princesa", lembra Malika.


Malika (centro) aos 7 anos, quando morava com o rei e era a grande amiga da princesa Lalla Mina
O rei não fazia distinção entre sua filha e Malika. Tratava as duas de maneira idêntica, dava a elas o mesmo afeto. As duas menininhas faziam tudo juntas e rapidamente se tornaram inseparáveis. Estudavam sob as ordens da governanta alemã, que odiavam, brincavam com o inesgotável suprimento de brinquedos de Lalla Mina.

"Ela era mimada", diz Malika. "Chefes de Estado do mundo inteiro mandavam milhares de brinquedos que se amontoavam no imenso quarto de brincar. Walt Disney desenhou um carro americano especialmente para ela. Nehru, o primeiro-ministro da Índia, lhe deu um filhote de elefante. No Natal, ela ganhava tantos presentes que nossa governanta os confiscava para distribuir aos pobres. Tínhamos um cinema particular, e Lalla Mina, que adorava animais, tinha um estábulo e até seu próprio zoológico." Malika também se lembra de ganhar presentes, "mas obviamente o que eu ganhava não passava nem perto do que a princesa recebia".

Quando Malika estava com 8 anos, Mohammed 5º morreu. Ele foi sucedido pelo filho Hassan 2º, que, sob juramento, passou a cuidar de Lalla, sua irmã, como sua filha. A situação de Malika não mudou. "Durante as nossas férias, nós caçávamos de helicóptero e de jipe, e eu sempre ficava sentada ao lado do rei. Tinha 10 anos, mas já percebia que estava vivendo uma situação excepcional."

Mesmo com toda a opulência que a cercava, Malika conseguia sentir que a vida lá fora era bem diferente. "Quanto mais velha eu ficava, mais prisioneira eu me sentia. Aquele palácio era meu corpo e minha alma, e isso me sufocava."

Com 16 anos, ela se deu conta de que não podia mais viver num mundo que não lhe dizia respeito. Apesar da ligação fortíssima com Lalla Mina, quis romper com tudo e, pela primeira vez, pediu para voltar para a casa dos pais. Para sua surpresa, o rei permitiu que ela fosse, e Malika voltou a viver com sua família, que àquela altura ela mal conhecia.

Afora as visitas ocasionais de sua mãe e as raras vezes em que viu seu pai, então um ministro poderoso, ela havia passado 11 anos sem contato com a família verdadeira. Seus pais tinham tido outros cinco filhos, todos eles completos estranhos para Malika. "Eu não aparecia em nenhuma foto de família. Foi assim que me dei conta de que os anos tinham passado."

Mas Malika logo abraçou sua recém-conquistada liberdade. Saiu pelo mundo, perambulou por Paris, Londres, Nova York e Hollywood, onde ela freqüentava festas de milionários e estrelas de cinema. Durante dois anos, levou a vida de uma garota rica e mimada, dirigindo uma Maserati, namorando Steve McQueen e dançando até de madrugada nos nightclubs mais badalados. "O mundo estava a meus pés", lembra. "Tudo aquilo me parecia muito normal – dinheiro, luxo, realeza, poder..."

Quando estava com 19 anos, aquele cenário de festas e diversão acabou de uma hora para a outra. Em 16 de agosto de 1972, seu pai, então o temido ministro do Interior de Hassan 2º, liderou uma tentativa de golpe para derrubar o rei, atirando contra o avião real quando Hassan 2º voltava de Paris para o Marrocos. O golpe não deu certo, e o pai de Malika acabou morrendo baleado. Sua família foi imediatamente detida em prisão domiciliar – Malika inclusive.

O mundo de Malika foi repentinamente reduzido a dez pessoas: sua mãe, Fatema, suas irmãs, Maria, Mimi e Soukaina, seus irmãos, Raouf e Abdellatif, um primo, dois rebeldes que tinham permanecido fiéis à família e uma antiga babá.
Quando o período tradicional do luto muçulmano (quatro meses e dez dias) acabou, as três mulheres e as seis crianças foram colocadas dentro de um carro e levadas para o deserto, sem a menor idéia de para onde estavam indo. "Maria e Soukaina grudaram em mim, aterrorizadas", lembra Malika. "Raouf cerrava os punhos. Abdellatif, que tinha 2 anos, apenas chupava o dedo. Dentro do carro, eu me virei para trás para olhar nossa casa pela última vez. Eu chorava baixinho, para não assustar as crianças. Não estava chorando só pelo meu pai, mas também pela minha vida toda, que estava sendo roubada de mim naquele momento."

A família foi levada para uma tenda no meio do deserto do Marrocos – era a primeira de uma série de cadeias onde os Oufkirs viveriam pelos próximos 15 anos, nas piores condições possíveis. Eles nunca souberam quanto tempo duraria o confinamento. Apesar de tudo, Malika afirma nunca ter tentado entrar em contato com Lalla Mina, assim como também não ouviu falar dela enquanto estava presa.


Malika em Paris, depois de passar quase duas décadas na prisão
"Minha vida mudou de um dia para o outro, da opulência para a miséria. Vivi um conto de fadas ao contrário." Com o passar dos meses, as condições da família na prisão foram ficando cada vez piores. No começo, eles ainda ficaram com alguns objetos que tinham trazido de casa, podiam se ver durante o dia e passear ao ar livre. Depois de algum tempo, até a comida degenerou: "A carne que nos davam vinha cheia de vermes, os ovos eram verdes de tão podres. Todo dia de manhã minha irmã raspava a camada de bolor do pão. A gente fazia sanduíches com aquele pão e um pouco de grama, colhida no pátio da prisão. Eu ainda posso ver minha irmã tirando delicadamente os pêlos de rato da superfície do pão antes de colocá-lo na boca".

A saúde dos prisioneiros piorava a cada dia: infecções misteriosas, febres, fortes dores pelo corpo, intoxicações alimentares, tudo passou a fazer parte da rotina. A que mais sofria era Mimi. Anêmica e sem acesso a remédios para tratar de suas crises de epilepsia, ela ficou de cama durante oito anos. "A vida dela estava sempre por um fio", lembra Malika. "As gengivas ficaram brancas, seu rosto era cor de cera e as unhas caíram. Ela estava morrendo diante dos nossos olhos, e não havia nada a fazer." Malika se viu forçada a tratar todas as doenças da irmã com o único remédio disponível: azeite de oliva.

Apesar de não ser torturada ou espancada pelos funcionários das prisões por onde passou, a família toda era vítima constante da tortura psicológica exercida pelos carcereiros. Um dia, por exemplo, foram obrigados a assistir à queima de todos os objetos pessoais que ainda conseguiam manter. Outro hábito dos carcereiros era matar dois pombos por dia diante das crianças – porque sabiam que elas tinham adotado os pássaros como bichos de estimação. Quando perceberam que os prisioneiros comiam os figos do jardim do pátio da prisão, passaram a pegar as frutas e comê-las na frente deles.

Malika estava particularmente preocupada com seu irmão menor, Abdellatif. Apesar do enorme esforço da família em dar a ele algo que se parecesse com uma infância – todo Natal, faziam para o caçula uma caixa cheia de brinquedos de papelão –, Abdellatif tentou se matar quando tinha 7 anos, e repetiu a tentativa aos 10. Ele acreditava que sua morte pudesse fazer com que o restante da família fosse libertada. "Depressão numa criança, assim como a fome, é uma coisa insuportável de se ver", Malika escreveria mais tarde.

Em 1977, depois de cinco anos na prisão, a família foi separada e mantida trancada em celas diferentes. Raouf ficou na solitária. Abdellatif e a mãe dividiam uma cela, assim como Malika e suas irmãs. Pelos anos seguintes, Malika não veria sua mãe nem seus irmãos. Passou a educar as irmãs. "Eu virei a mãe delas. Ensinei boas maneiras, a respeitar os outros. Nos sentávamos direito à mesa, dizendo 'por favor' e 'obrigada', e lavávamos as mãos antes de comer. Para nos distrair, eu inventava jogos do gênero 'O que você faria se tivesse 48 horas de liberdade?'. Também ensinei história, geografia, ciência e literatura. Passei a elas tudo o que eu sabia."

Proibidos de ver um ao outro, eles fabricaram uma espécie de rádio, montado com fios tirados de um aparelho de som velho que tinham trazido de casa. Passando os fios através dos buracos nas paredes, o sistema, que apelidaram de "a instalação", permitia a eles alguma comunicação. "Os dias eram intermináveis", lembra Malika. "Nosso maior inimigo era o tempo. Num dia típico, as horas se arrastavam assim: acordávamos cedo porque os guardas chegavam às 8h30. Bebíamos água quente misturada com farinha e grão-de-bico, fingindo que aquilo era café. Depois, nos dividíamos em turnos para dar umas voltas dentro da cela, que tinha uns 3m x 4m. A maior parte do dia era passada na cama, eu sempre contando histórias. Às 12h30 os guardas traziam pão, o que quebrava um pouco a monotonia do dia e nos dava uma idéia de que horas eram, já que naquela altura nenhuma de nós tinha mais relógio. Nossa refeição principal vinha à noite, e em geral consistia de grão-de-bico ou lentilha."


Mohammed e Fatema Oufkir, pais de Malika, em 1969, quando Mohammed era homem de confiança do rei. Três anos mais tarde, ele tentaria dar um golpe de Estado e seria assassinado
No dia 3 de março de 1986, vigésimo quinto aniversário da coroação do rei, os Oufkirs foram autorizados a se reunir novamente, pela primeira vez em nove anos. Ficaram chocados uns com os outros, ao ver quanto tinham envelhecido. "Parecíamos cadáveres ambulantes, magérrimos, pálidos, mal conseguindo ficar em pé, com olheiras enormes, o olhar esgazeado, vazio."

Os Oufkirs podiam agora passar seus dias juntos outra vez, mas eram separados à noite. Poucos meses depois, em novembro, os guardas mudaram de idéia e resolveram voltar a mantê-los trancados em celas separadas o tempo todo.

Os apelos da família, as inúmeras greves de fome e uma carta para o rei assinada com sangue não serviram para nada além do aumento da vigilância e dos maus-tratos. Numa noite de novembro de 1986, o desespero tomou conta de todos e eles tentaram um suicídio coletivo. Malika ajudou Soukaina a cortar os pulsos com a tampa de uma lata de sardinha e uma agulha de tricô. "Naquela noite, entramos num processo de enlouquecimento total. Pensamos que talvez a nossa morte pudesse facilitar a libertação dos outros presos... nós perdemos completamente a razão", lembra Malika.

Todas as tentativas de suicídio da família falharam. "Nós nem tratávamos os cortes, mas eles acabavam cicatrizando naturalmente." O que Malika mais tarde chamaria de "a noite das facas longas" foi um marco. Foi ali que se consolidou a resolução da família de tentar fugir da prisão. No dia 27 de janeiro de 1987, eles começaram a cavar um túnel, que, segundo o que calculavam, daria num descampado do lado de fora da prisão.

"Parecíamos guiados por uma força sobrenatural, não existia cansaço." Malika, Maria e Soukaina trabalhavam toda noite, das 22h até o amanhecer, com a ajuda de uma colher, um cabo de faca, uma barra de ferro e a tampa de uma lata. Elas cavavam até as 4h; dali até de manhã recolocavam as pedras do chão da cela meticulosamente, de forma a não despertar nenhuma suspeita nos carcereiros. "Nossas celas eram inspecionadas três vezes por semana, por isso tínhamos que ter certeza absoluta de que não havia nem sinal do túnel."

Foram três meses até o túnel ser concluído. Na noite do dia 19 de abril, Malika, Raouf, Maria e Abdellatif se espremeram e se arrastaram por dentro do túnel. Soukaina ficou um pouco mais atrás, para fechar a parede da cela. O restante da família estava doente demais para conseguir fugir.

Ao contrário do que se podia esperar, eles conseguiram escapar. Pegaram várias caronas até chegar a Tânger; lá, os amigos e a família os trataram com distanciamento e temor. Ninguém ofereceu abrigo. Depois de cinco dias perambulando, fingindo ser turistas italianos, eles foram denunciados e recapturados.

Mas um acontecimento inesperado os salvaria. Durante esse breve período de liberdade, conseguiram entrar em contato com uma rádio francesa exatamente no dia em que o então presidente François Mitterrand estava indo ao Marrocos para se encontrar com o rei Hassan 2º. A França encampou o caso dos Oufkirs e o Marrocos acabou forçado a encerrar os 15 anos de perseguição à família, que seriam substituídos por mais cinco anos de prisão domiciliar em Marrakesh. Mesmo quando a pena foi suspensa, em 1991, Hassan 2º continuou tentando frustrar todas as tentativas dos Oufkirs de reconstruir a vida fora do país. Foi só em 1996, quando uma das irmãs de Malika, Maria, conseguiu escapar num barco para a Espanha – o que acabou despertando um imenso interesse da mídia sobre o caso –, que o governo marroquino foi forçado a conceder passaportes e vistos para a família toda.

Em julho daquele ano, Malika chegou a Paris com os irmãos Raouf e Soukaina. Tinha 43 anos. Sua mãe e as outras duas irmãs se juntaram a eles dois anos mais tarde. Logo depois, Raouf decidiu voltar para o Marrocos, onde Abdellatif também estava vivendo.

Depois de passar 19 anos presa, Malika conseguiu aos poucos reconstruir sua vida. Hoje ela é uma escritora bem-sucedida, casada com o arquiteto francês Eric Bordreuil. Levou outro golpe recentemente, ao descobrir que os maus-tratos sofridos na prisão a deixaram estéril.

Mas não parece ter ficado amarga depois de tanto sofrimento. "Eu não gostaria de estar no lugar deles", diz. "Eles vão ter que lidar pelo resto da vida com esse peso na consciência. A única coisa que eu espero é que um dia haja justiça naquele país."

Quando perguntada sobre o que sente pelo pai, ela diz: "Eu não culpo meu pai pelo que aconteceu com a gente. É claro que enquanto estávamos na prisão eu conversei várias vezes com a minha família sobre o que ele tinha feito, mas tudo o que eu sei é que meu pai nos amava imensamente. Ele acreditava que estava fazendo a coisa certa, e nem por um momento imaginou que nos fariam pagar por aquilo".

Em 1991, Malika e Lalla Mina se reencontraram. "Foi um encontro muito intenso e muito duro para nós duas." Depois não tiveram mais contato. "Vivemos em mundos completamente diferentes. Eu sou uma nova mulher e ela ainda é uma princesa." Sobre Hassan 2º Malika diz: "Ele cometeu um delito grave e a história não vai perdoá-lo".

Mas Malika quer deixar claro que não guarda rancor de Hassan 2º, que morreu em 1999 e a quem um dia ela amou como um pai. "Na prisão, o ódio me ajudava a sobreviver. Hoje, eu oscilo entre o mais profundo ressentimento e um desejo sincero de não ter nenhum rancor. Rancor não traz de volta os anos perdidos, nem para mim nem para a minha família."

Saiba mais sobre o livro "Eu, Malika Oufkir, Prisioneira do Rei" e também sobre o caso da prisão da família Oufkir.

Por: Susan Bell,da Marie Claire Américal.

Tradução: Ana Ban e Silva Corone.


11 de jul. de 2011

A Bíblia é o livro que mais une e separa os cristãos


 Não é cristão quem pensa que só sua crença salva, pois atrás disso estão o egoísmo e o orgulho.

Todas as religiões são iguais na sua essência, pois o seu fundamento é o amor a Deus e ao próximo. João Evangelista afirma que quem diz que ama a Deus, mas odeia seu semelhante, é mentiroso (1João 4:20). Paulo nos recomenda que não nos consideremos melhores do que os outros (Romanos 3:9). E Jesus nos ensina que não devemos condenar ninguém. Disso se conclui que o amor a Deus e ao próximo é mais importante do que crer em uma doutrina. Mas para muitos cristãos é o contrário.

A coragem de alguém dizer que não aceita determinada doutrina pode identificá-lo como um verdadeiro seguidor da verdade e, pois, do Nazareno, que valoriza muito a sinceridade e condena veementemente a hipocrisia. Aos fariseus hipócritas Ele chamou de sepulcros caiados, dizendo-lhes que as prostitutas os precederiam no reino dos céus. É por isso que eu considero mais cristão aquele que diz publicamente que não crê em um dogma do que aquele que confessa crer, mas apenas por conveniência ou medo de dizer o contrário.

A Bíblia é o livro que mais une e separa os cristãos. E as separações se devem principalmente às suas interpretações abusivas, ora literais, ora alegóricas.

A maioria dos textos bíblicos é simbólica. Jesus disse à mulher samaritana, à beira do poço de Jacó, que lhe daria uma água viva, e que ela não teria mais sede. Essa água é simbólica, não sendo, pois, H2O. De outra feita, Ele afirmou que era o pão da vida que desceu do céu. Mas Ele não é pão comprado na padaria. E Ele disse, na sua última ceia com os seus apóstolos, que o pão que eles comiam e o vinho que bebiam eram seu corpo e seu sangue. Por que a interpretação dessa passagem bíblica tem que ser literal, se, como vimos, muitas questões bíblicas são simbólicas? Isso separa os protestantes, espíritas e evangélicos dos católicos. E, se a missa é a repetição do sacrifício incruento (simbólico, sem sangue) do calvário, como o vinho pode se transformar no sangue real de Jesus? Li de um teólogo que os padres são mais importantes do que Nossa Senhora e os anjos, por eles terem o poder de transformar o pão e o vinho no corpo e sangue de Jesus. Com todo o respeito, não seria essa vaidade dos sacerdotes a causa da exaltação com que muitos deles defendem o dogma da transubstanciação? E como muitos deles dizem que Jesus é também Deus, então os padres criariam Deus nos altares, diariamente, e quando sabemos que Deus é incriado?

É surpreendente a teimosia de muitos líderes religiosos na defesa dos erros teológicos do passado, o que é responsável pelas divisões, cada vez mais numerosas, entre os cristãos. Ademais, ao longo dos séculos, infelizmente, a Bíblia se tornou um dos livros mais falsificados que existem. E ainda há os que, ingenuamente, querem vê-la como sendo, literalmente, a palavra de Deus, na qual se deve crer, pois, segundo eles, cegamente.

Discordemos de doutrinas religiosas, mas respeitemo-las todas, mesmo as absurdas, e principalmente, não anatematizemos ninguém, pois só assim, podemos ser religiosos de verdade!


PS
1) Recomendo o livro "Parábolas de Jesus", do juiz Haroldo Dutra Dias, tradutor de "O Novo Testamento".

Obs.: Esta coluna, de José Reis Chavez, às segundas-feiras, no diário de Belo Horizonte, O TEMPO, pode ser lida também no site http://www.otempo.com.br/. Ela está liberada para publicações. José Reis Chavez é autor dos livros “A Face Oculta das Religiões”, “A Reencarnação na Bíblia e na Ciência” Ed. EBM (SP) e “A Bíblia e o Espiritismo”, Ed. Espaço Literarium, Belo Horizonte (MG) – http://www.literarium.com.br/. e-mail: jreischaves@gmail.com

Os livros de José Reis Chaves podem ser adquiridos também pelo e-mail: contato@editorachicoxavier.com.br e o telefone: 0800-283-7147.

10 de jul. de 2011

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5 de jul. de 2011

Estrela Polar




Senhor, onde estavas?
 
Confiei na tua promessa de socorrer-me, porque disseste que nunca me deixarias a sós, todavia...
Provei a soledade na longa marcha;
tombei inúmeras vezes, sob a exaustão que me dominava;
chorei insuportável pranto, sempre que o desespero se alojou em mim;
perdi o rumo na grande noite sem qualquer estrela de esperança;
desisti de prosseguir com freqüência, embora indo adiante;
experimentei receios superlativos que me enlouqueceram em diversas ocasiões;
a carência de amor fez-me dorido e triste;
a perseguição ingrata dos que se voltaram contra mim, estiolou-me os sentimentos, assinalando-me com a amargura...

Chego, por fim, cansado e sofrido...

Pergunto-te:

— Por que me abandonaste, Senhor?


— Jamais te deixei, filho querido.

Eu sou a força que te conduziu até aqui, auxiliando-te a vencer as dificuldades que te fortaleceram o ânimo e vivificaram-te o ser em todo o áspero trajeto.

Não lutei as tuas batalhas, que eram tuas, porém, sustentei-te quando desfaleceste; apontando-te rumos, quando nas sombras da noite; falando-te sem palavras na solidão; impulsionando-te, quando na queda, a levantar-te e a continuar...

Meu filho, chegaste até mim, porque eu estou em ti através dessa força que te impele na direção do Pai.

Não me vês, mas sentes-me; não me ouves, no entanto, percebes-me; não dialogas comigo, não obstante, sou quem te guiou até aqui — estrela polar no céu das almas, que indica sempre o norte ditoso da perene felicidade.


Espírito Eros

Divaldo Pereira Franco



Resolvi compartilhar com vocês essa mensagem que considero muito significante pela verdade que ela representa e nos faz refletir de como Deus agem  de verdade em nossas vidas. É isso que acretido,e gostaria de devidir com Você. Deus, minha gente, não pode fazer nada que esteja ao nosso alcance e que de algum modo tenha sido criado por nós mesmo. Não se esqueçam destas mensagem do Mestre Jesus,quando afirmou,que: 

"A cada um segundo a sua obra" e      
"Cada um deve levar a sua cruz".

Essa mensagem do Espirito Eros retrata de forma fiel esses pensamentos do Mestre Jesus. 

Paz e Bem.
Regih Ricarth.



2 de jul. de 2011

Luto: Adeus Itamar Franco.



O senador e ex-presidente Itamar Franco, 81, morreu ontem 01/07/11, no Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, onde estava internado desde o dia 21 de maio, quando foi diagnosticado com leucemia. Itamar se licenciou do Senado poucos dias depois para realizar o tratamento contra a doença e, segundo os médicos, vinha respondendo bem às sessões de quimioterapia.

No dia 27 de junho, porém, boletim médico mostrou que o senador havia contraído uma pneumonia grave e foi transferido para a UTI (Unidade de Tratamento Intensiva) do hospital. A leucemia havia sido detectada após o ex-presidente realizar exames devido a forte gripe.

O ex-presidente, que governou o país de 1992 a 1994, após a renúncia de Fernando Collor de Mello, completou 81 anos no último dia 28 de junho. Itamar também governou o Estado de Minas Gerais entre 1999 e 2003 e foi eleito senador no ano passado, com 5.125.455 votos.

Engenheiro, Itamar Augusto Cautiero Franco nasceu em 28 de junho de 1930 a bordo de um navio. Ele foi registrado em Salvador (BA). Sua carreira política teve início no MDB (Movimento Democrático Brasileiro), legenda pela qual foi eleito prefeito de Juiz de Fora em duas gestões, entre 1967 e 1971 e entre 1973 e 1974.

Também representando o MDB, Itamar chegou a Brasília para seu primeiro mandato como senador em 1974. Ele se reelegeu em 1982, já como militante do PMDB. Quatro anos depois, migrou para o PL, após divergências com o diretório mineiro do PMDB. Ele chegou a concorrer ao governo de Minas, mas perdeu a disputa para a antiga legenda.

Em 1989, durante as primeiras eleições diretas para presidente depois da ditadura militar, Itamar foi eleito vice-presidente do Brasil pelo PRN, na chapa de Fernando Collor de Melo. Collor recebeu 20 milhões de votos no primeiro turno e 35 milhões no segundo turno, contra o petista Luiz Inácio Lula da Silva.

Dono de um temperamento marcado pela defesa das causas nacionalistas, explosões de humor e espontaneidade, Itamar Franco assumiu o comando do Executivo em 1992, com a renúncia do então presidente Fernando Collor de Mello. Durante sua gestão, foi implantado o Plano Real, cujo conjunto de medidas garantiu a estabilidade econômica e o controle da inflação no país.

Na equipe de governo de Itamar Franco estava o senador Fernando Henrique Cardoso, que assumiu, em momentos distintos, os ministério da Fazenda e das Relações Exteriores. Ao lançar-se candidato à eleição presidencial, Fernando Henrique ganhou o apoio de Itamar para a disputa. No governo Fernando Henrique, romperam politicamente. Itamar Franco chegou a pensar em voltar à Presidência, mas desistiu e preferiu concorrer ao governo de Minas Gerais.

ENTENDA A NOTÍCIA

Itamar morreu às 10h15 após um AVC. O corpo será transferido para Juiz de Fora (MG), para ser velado e depois para Belo Horizonte, cidade na qual, por desejo seu , o corpo será cremado, após homenagens no Palácio da Liberdade.

Linha do tempo

1930
Nasce no dia 28 de junho, a bordo de um navio no litoral baiano
1965
Filia-se ao MDB, partido de oposição ao regime militar
1966
É eleito prefeito de Juiz de Fora com 75% dos votos

1968
Casa com Ana Elisa Surerus, com quem tem depois duas filhas

1980
Participa da fundação do PMDB
1986
Filia-se ao PL e, no ano seguinte, candidata-se ao governo de Minas, mas é derrotado por Newton Cardoso (PMDB)
1988
Foi presidente de CPI da Corrupção, que investigou o governo Sarney
1989
Filia-se PRN ao para ser candidato a vice-presidente na chapa de Fernando Collor e é eleito
1990
Como vice-presidente, afasta-se de Collor e demonstra discordância sobre a política econômica do governo

1992
Após reforma ministerial, afasta-se do PRN e critica em carta a Collor o perfil do novo governo. Com a sequência de denúncias de corrupção no governo, Collor deixa a Presidência e Itamar assume, primeiro como interino, depois em definitivo
1993
Pede o retorno da produção do Fusca, que havia deixado de ser fabricado no Brasil em 1986
Seu então ministro da Fazenda, Fernando Henrique Cardoso, anuncia o Plano de Estabilização Econômica

1994
Plano Real entra em vigor em 1º de julho 

1998
É eleito governador de Minas pelo PMDB
1999
Anuncia moratória de 90 dias da dívida de Minas Gerais com a União 

2010
É eleito senador pelo PPS.



 Vocês já devem ter percebido,que hora e meia, eu estou envolvido com a Política e o Futebol, com  algumas  das minhas  Previsões.
Sendo assim,não poderia de registrar aqui o meu pesa por sua partida Itamar,pois nós os sensitivos,mediuns e esotéricos temos a capacidade e a facilidade de enxergar além,e como tal, eu atesto aqui, que você foi,sim um grande homem. Um exemplo verdadeiro daquele "Homem De Bem", que fala o Evangelho Segundo O Espiritismo no seu capitulo XVII. O povo Brasileiro agradece a sua existência entre nós como Homem Publico e Político Honesto que tanto vai fazer falta para todos nós.


Regih Ricarth.