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22 de jul. de 2011
8 de mai. de 2011
Jesus Vai Voltar?
Imaginou-se Jesus chegando, acompanhado de todos os anjos, sentado num trono glorioso, e todos os povos da Terra reunidos diante Dele, e Ele separando os justos (trigos) dos injustos (joios), para a chegada do Reino Divino. Este tipo de comportamento é próprio da imaturidade humana.
Observemos um detalhe: Se os escolhidos forem OS MANSOS E PACÍFICOS como afirmou Jesus em "O Sermão da Montanha", nosso Planeta ficará às moscas. Pois, poucos podem dizer que deixaram de ser agressivos.Como disse Chico Xavier: “devemos lembrar que a Humanidade conquistará os valores espirituais ao longo de vários séculos, através de muitas reencarnações, que possibilitarão a promoção de nosso planeta. Até lá, teremos muitas idéias renovadoras, apresentadas e vivenciadas por missionários que já estão encarnados entre nós ou outros que ainda virão, para estimularem as criaturas humanas nos caminhos da renovação.” Portanto, a separação acontecerá na medida em que retornarmos ao Além (ao desencarnarmos). Os Espíritos que persistirem no mal (OS JOIOS) encarnarão em planetas inferiores. Os bons (OS TRIGOS) herdarão a Terra, ou seja, continuarão a encarnar na Terra para desfrutarem de um mundo melhor.
Jesus, ao se despedir dos discípulos, antes da crucificação, conforta dizendo: "Tenho ainda muito que vos dizer, mas vós não o podeis suportar agora." E lhes anuncia: "Se me amais, guardai os meus mandamentos. E eu rogarei ao Pai e ele vos dará outro Consolador a fim de que esteja para sempre convosco. Ele é o Espírito de Verdade, quem o mundo não pode receber, porque não o vê, nem o conhece (POR SER ESPIRITUAL). Vocês o conhecem, porque ele mora com vocês, e estará com vocês. Eu não deixarei vocês órfãos, mas voltarei para vocês. Mas o Consolador, o Espírito Santo, que o Pai vai enviar em meu nome, ele ensinará a vocês todas as coisas e fará vocês lembrarem tudo o que vos disse."
Jesus deixou claro que tem muito a nos ensinar, mas se nos dias atuais muitas pessoas não suportam ouvir falar sobre a reencarnação, por exemplo, imaginemos naquela época.
Notemos também que o Consolador prometido não é Jesus, é o Espírito de Verdade ou Espírito Santo, ou seja, não é uma pessoa encarnada, mas sim de natureza espiritual. Então, nós espíritas, acreditamos que Jesus cumpriu sua promessa, voltando através do Espiritismo, ou seja, pela doutrina ditada pelos Espíritos, através de vários médiuns, e organizada por Kardec.
ENTÃO O ESPIRITISMO É A RELIGIÃO DO FUTURO? Segundo Léon Denis, o Espiritismo não é a religião do futuro, mas o futuro das religiões, ou seja, as religiões se renderão a reencarnação, a comunicação com os "mortos", terão uma ligação direta entre a criatura e o Criador, sem intermediários, sem rituais, sem pagamentos, sem trocas, sem barganhas, sem superstições e sem sacerdócio profissional.
O Espiritismo veio relembrar os ensinamentos de Jesus (confirmar sua missão), permanecer conosco (não em pessoa, mas espiritualmente), conduzir a toda a verdade (que antes não suportaríamos).
Mas é exatamente o que o Espiritismo faz, por meio das manifestações dos bons Espíritos. Invisíveis mas atuantes, longe de negar ou destruir o Evangelho. Faz com que adoremos a Deus pela elevação do pensamento a Ele, com fervor e com sinceridade, fazendo o bem e evitando o mal, sem precisarmos de qualquer manifestação exterior para cultos, pois o principal templo para culto da Presença Divina é a CONSCIÊNCIA.
Portanto, o Reino, como ensina Jesus, é uma realização interior, uma construção íntima, uma disposição para cumprir as leis divinas, que se resumem no amor e se exprimem no serviço ao semelhante. Onde as pessoas cumprem essa orientação, instala-se o Reino, alicerçado em seus corações.
Como disse irmão X, através da psicografia de Chico Xavier: "Cada um de nós é um mundo, onde o Cristo deve renascer." Portanto, preparemos este mundo, para que Ele renasça em nós, ou seja, que nossos atos, palavras e pensamentos lembrem a presença Dele. Então, a volta de Jesus será simbólico, ou seja, Ele estará presente em nossas ações, ou melhor, nossas ações lembrarão Jesus.
Acreditamos que, a vinda do Cristo se dará na continuação que daremos naquilo que Ele fez e pediu que fizéssemos. Como cultivar a solidariedade, para que desapareçam as diferenças sociais, os preconceitos, as lutas de classes, as disputas, os crimes, as explorações. Daí, um mundo novo se instalará na Terra.
5 de mai. de 2011
O JESUS DOS ESPÍRITAS
Entendemos o Espiritismo, segundo a Doutrina codificada por Allan Kardec, como uma norma, relígio-filosófica, de dar à criatura humana todos os meios simples e práticos de alcançar a própria valorização moral. Através do estudo e da exemplificação da Doutrina, cuja base evangélica é evidente, podem, o homem e a mulher, compreender a verdadeira significação da vida terrena, com todos os seus problemas, dores e aflições, ligando-a ao mundo espiritual, porque os dois mundos se interpenetram e se influenciam reciprocamente.
A Lei de Causa e Efeito, o Carma, como dizem os hindus, é inflexível e sua execução constitui, antes de simples castigo, uma imposição criada pelas ações do Espírito encarnado ou desencarnado para o seu necessário progresso, que pode ser mais lento ou mais rápido, conforme determinadas circunstâncias.
Para nós, portanto, o Espiritismo tem extraordinária importância no desenvolvimento moral da Humanidade. Não se destina a fazer santos, mas homens retos, dignos do respeito geral, úteis a si e ao próximo, capazes de, por seu comportamento e modo de pensar, imprimir ao Bem uma ação muito mais dinâmica do que tem sido, ao mesmo tempo transformando o Mal, neutralizando-lhe os efeitos e aproveitando-lhe a energia, a fim de que se reduza e um dia fique extinto. Nada, porém, será obtido sem a educação individual, sem que se dê à pessoa humana a atenção imprescindível, desde a criança até o ancião. Essa a obra grandiosa do Espiritismo: modelar o caráter humano, fazendo cada um compreender o elevado papel que tem a desempenhar na vida terrena e em face de seus semelhantes e dos compromissos que traz do passado espiritual.
Quando se alude a Jesus, alguns cépticos sorriem “superiormente”. Consideram que o Cristianismo não forma homens, mas múmias, seres abúlicos, neutros, passivos, incapazes de ações enérgicas, sempre choramingantes, de cabeça baixa, permitindo abusos e tolerando absurdos, em nome da humildade, da tolerância e do amor ao próximo. Ora, as coisas não devem ser olhadas dessa maneira. Se o misticismo tem proporcionado episódios que pareçam justificar semelhante conceito, mais por imperfeição das criaturas humanas do que do legítimo espírito cristão, a vida de Jesus oferece aspectos absolutamente contrários a essa concepção sombria e negativa da personalidade humana.
Jesus foi humilde sem ser servil ou covarde. Foi bravo sem ser agressivo. A cena dos mercadores do templo, por ele expulsos, é prova eloquente de energia, de coragem, de intenção moralizadora. Enfrentou sozinho, bravamente, aqueles que profanavam o lugar sagrado. Sua atitude de dar ao mundo uma doutrina nova, mais humana, mais edificante, sem violência nem fanatismo, arrostando, como arrostou, todos os perigos, sofrendo humilhantes, torturas e o fim material na cruz, dão conta mais do que outro qualquer exemplo, da sua incomum bravura.
Dele conhecemos somente o nos contam os Evangelhos. E’ pena que não haja mais pormenores da sua passagem pela Terra, porquanto os fatos do seu itinerário humano não devem ter-se restringido apenas ao que nos relatam os Evangelhos, ressaltando mais a finalidade religiosa da sua peregrinação.
Ninguém deu mais belas provas de sinceridade. Nada mais degradante do que a hipocrisia, que, ainda hoje, campeia por todos os cantos. Os hipócritas mostram sorrisos, abraçam, louvam, embora, intimamente, não experimentem satisfação alguma com o que fazem para iludir. Quando há sinceridade real, sentimos o calor espiritual das atitudes, a vibração benéfica das palavras de agrado ou louvor. Há gente assim, insincera, em toda parte. Nem foi por outro motivo que Jesus, tão doce e benévolo, tão tolerante e discreto, não se conteve ao repelir a hipocrisia: “Hipócritas, bem profetizou de vós Isaías: Este povo honra-me com os lábios, mas o seu coração está longe de mim. Adoram-me, porém, em vão, ensinando doutrinas que são preceitos de homens”. E adverte: “Quando orardes, não sejais como os hipócritas.”
Em Mateus, 6:1-2, 6:2-6, 6:16-18, 15:7-9 e 23:5-10, ele condena a hipocrisia e os hipócritas.
O mundo herdou, por força daqueles que pretenderam, pela comoção, obter o que não alcançavam pelo entendimento claro, a idéia de um Jesus chagado, coberto de sangue, para sempre dependurado na cruz. O mundo mudou depois da noite negra da Idade Média e se libertou de concepções retrógradas, adquirindo plena consciência do seu direito de pensar e de dizer. Desde aí, muitas interpretações benéficas da personalidade de Jesus e do legítimo objetivo do verdadeiro Cristianismo contribuíram, e contribuem, para dar à Humanidade um retrato mais compatível com a dignidade do Cristo, retirando-o da cruz, que foi um episódio de sua vida terrena, episódio dramático, triste, cruel, mas apenas um episódio.
Em vez de um Jesus morto e divinizado, temos, no Espiritismo, um Jesus vivo, glorificado por sua grandeza moral e por suas obras e idéias, pela ascendência espiritual de que desfruta, como Espírito puro, de altíssima hierarquia, a quem estão entregues os destinos deste planeta e, consequentemente, os da Humanidade terrena.
Em “Os Quatro Evangelhos”, Roustaing nos permite ver como os Evangelistas e Apóstolos nos apresentam a grandeza do Mestre excelso e de sua magna doutrina, sem os macabros acessórios que o têm acompanhado nas apresentações de religiões ditas tradicionais: coroa de espinhos, cravos, sangue, sangue, sangue.
Jesus não prega a tristeza, a dor, o desânimo. Pelo contrário, encontramos nos Evangelhos a prova de sua alegria, do seu amor à coragem, à iniciativa, ao trabalho. Sempre aconselhou àqueles que, tangidos pelo sofrimento, pareciam derrotados, que tivessem ânimo.
Nas horas mais amargas, revelou fé, bravura e firmeza. Sacrificaram-no, mas não lhe quebraram a tenacidade. Por conseguinte, devemos todos deixar de lado o que há de tétrico e sombrio em torno de Jesus, para nos identificarmos com os seus exemplos maravilhosos, contidos nos Evangelhos, os quais ajudam a formar homens de caráter forte, decididos, confiantes em si, destemerosos e persistentes.
Para nós, espíritas, Jesus está vivo, sempre esteve vivo. A cruz é um símbolo. Não nos preocupam símbolos, mas tudo quanto pode concorrer para dar à Humanidade, dentro da razão esclarecida, a confiança que nasce do conhecimento sólido, a fé, que não prescinde do raciocínio, porque a fé viva é útil, fecunda, construtiva, enquanto que a fé inculcada por dogmas (perinde ac cadaver) faz autômatos, destrói a razão, corrompe o raciocínio e alimenta o fanatismo.
Fonte: Reformador – novembro, 1965
25 de dez. de 2010
O GRANDE DOADOR
Ele não era médico e levantou paralíticos e restaurou feridos, usando o divino poder do amor.
Não era advogado e elegeu-se o supremo defensor de todos os injustiçados do mundo.
Não possuía fazenda e estabeleceu novo reino na Terra.
Não improvisava festas e consolou os tristes e reergueu o bom ânimo das almas desesperadas.
Não era professor consagrado e fez-se o Mestre da Evolução e do Aprimoramento da Humanidade.
Não era Doutor da Lei e criou a universidade sublime do bem para todos os espíritos de boa vontade.
Padecendo amarguras - reconfortou a muitos.
Tolerando aflições - semeou a fé e a coragem.
Abatido - curou as chagas morais do povo.
Supliciado - expediu a mensagem do perdão e do amor, em todas as direções.
Esquecido pelos mais amados - ensinou a fraternidade e o reconhecimento.
Vencido na cruz - revelou a vitória da vida eterna, em plena e gloriosa ressurreição, renovando o destino das nações e santificando o caminho dos povos.
Ele não era, portanto, rico e engrandeceu os celeiros dos séculos.
Quem oferecer o coração, em homenagem ao Divino Amor na Terra, poderá desse modo, no exemplo de Jesus, embora anônimo, aflito, apagado ou crucificado, atender à santificada colaboração com Deus, a benefício da Humanidade.
Pelo Espírito de André Luiz
Psicografia de
Francisco Cândido Xavier
Feliz natal!
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