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“Como a abelha que colhe o mel de diversas flores, a pessoa sábia aceita a essência das diversas crenças e vê somente o bem em todas as religiões”

20 de fev. de 2011

VALE A PENA SUICIDAR-SE?



É impressionante o número de suicídios que encontramos relatados nos jornais.
Por que tanto se matam as criaturas, especialmente nas épocas de dificuldades e incertezas?
Deixemos de lado as causas imediatas, como problemas financeiros, amorosos ou de consciência.
Isso é apenas a gota d’água que fez transbordar o cálice, toque final que acabou por romper o precário equilíbrio emocional do ser, desatando seu impulso destrutivo numa ânsia de libertação.
São secundárias essas causas, embora tenham sido o fato precipitador da tragédia. Secundárias e relativas, porque um motivo, que poderia ser extremamente fútil para um, assume proporções alarmantes para outrem.
Além disso, vemos o mesmo indivíduo suportar, às vezes, golpes muito mais graves e sucumbir, depois, diante de
questões que um pouco mais de tolerância ou paciência teriam colocado em sua verdadeira perspectiva.
Muito depende, pois do seu estado emocional no momento em que lhe surge o problema pela frente.
Quando penso nisso, lembro-me sempre de uma advertência que encontrei no guichê de uma loja em  Nova Iorque que; dizia assim: “Que diferença fará isso daqui a 99 anos?
Aquilo que agora nos parece uma calamidade insuportável, reduz-se às proporções de mero incidente daqui a poucas horas, alguns dias ou uns escassos meses.
É fácil demonstrar a veracidade da afirmação: quais foram as mágoas que nos atingiram tão fundo no ano passado?
Ou há três anos? Mesmo que nos lembremos de algumas delas - as que nos pareceram mais graves - já não nos ferem como então.
Com o decorrer de um pouco mais de tempo, lembrar-nos-emos delas até mesmo com certo sorriso indulgente e pensaremos: “Veja só! Isso me deu tanto aborrecimento e, afinal, nem valeu a pena...”
De outras vezes, aquilo que nos atormentou, nem sequer teve existência real; foi produto de uma imaginação exaltada, momentaneamente obscurecida pelo cansaço, pelas paixões ou pelo simples desconhecimento dos fatos.
Logo a seguir, o que nos parecia tão alarmante, verificamos ser simples suspeita com aparência de realidade.
Por isso, não é necessário pesquisar as causas imediatas, que desencadeiam a tragédia do suicídio; examinemos as origens profundas do fenômeno.
Por que se mata a criatura humana? Mata-se o pobre, o aleijado, o doente, como também se mata o rico, o belo, o saudável.
Por quê? Na verdade, o suicídio é, basicamente, uma fuga.
0 suicida quer fugir de situações embaraçosas, de desgostos, de pessoas que detesta, de mágoas que não se sente com forças para,suportar, deseja, afinal de contas, fugir de si mesmo.
E aí que está a gênese do seu fatal desengano: não podemos, de maneira alguma, fugir de nós próprios.
Para que isto ocorresse, seria necessário que tudo se acabasse com a morte; seria preciso que, ao cortar o fio da existência, tudo o que somos se dissolvesse, num instante, em nada.
E não é assim que acontece; absolutamente não.
Vemos, então, que o fundamento da ilusão suicida está na total ignorância do homem diante de sua própria natureza espiritual.
Há de chegar o dia em que todos compreenderão que somos Espíritos encarnados e não simplesmente conglomerado de células materiais; que o corpo físico é um mero instrumento de trabalho e aperfeiçoamento do Espírito; acessório e não principal, na estrutura da personalidade humana.
Nesse dia não haverá mais suicidas.
Suicidar para quê? Se apenas o organismo fisico se destrói, ao passo que o princípio espiritual sobrevive?
Abandonado pelo Espírito, o corpo não é mais que um amontoado de matéria.
E, como tal, volta para a sua origem, isto é, a terra.
O Espírito, a seu turno, também regressa para o lugar donde veio: aquilo a que o Dr. Hernani G. Andrade chama hiperespaço.
Com o Espírito é que pensamos e sentimos; nunca com o corpo fisico, mera ferramenta.
Para certificar-se disso, basta ver um cadáver.
Que é que falta à criatura que acaba de morrer?
Têm ainda os músculos, a mesma cor dos olhos, o cérebro, os órgãos internos.
Por que não se mexe mais, não anda, não fala, não vive?
Por que sua carne entra logo em decomposição e seu corpo começa a ruir como uma casa abandonada?
A resposta é simples: é porque algo muito importante deixou aquele corpo para sempre.
Esse algo, princípio imaterial do ser, é o Espírito, órgão diretor e coordenador, sem o que tudo se desorganiza e se desintegra.
A parte que fica é inerte e sem vida própria; não sente dor, nem outra qualquer sensação - é só matéria.
A consciência está no Espírito que parte.
Por conseguinte, quando deixamos o corpo material, levamos nossas lembranças, sentimentos, paixões, alegrias, tristezas, esperanças, temores, angústias e sofrimentos, tal como os experimentávamos aqui na carne.
O corpo não é mais que uma vestimenta perecível do Espírito imortal.
E se sofríamos aqui, sofreremos muito mais do lado de lá da vida, se praticarmos a violência do suicídio.
Não só porque nossas mágoas terrenas persistem, mas porque descobrimos surpresos, envergonhados e terrivelmente arrependidos, que continuamos vivos, com as mesmas idéias que tínhamos, e ainda sofrendo dores muito mais agudas, porque só então nos assalta, num tremendo impacto, a amarga compreensão da loucura que praticamos.
Para os espíritas, familiarizados com a literatura mediúnica, isso não é novidade.
Temos inúmeros depoimentos de Espíritos que provocaram a destruição de seu corpo
fisico, na trágica ilusão de que 'dessa forma se libertariam para sempre de seus problemas.
E vêm confessar, amargurados, que o portão da morte não se abre para a escuridão vazia do nada; que a vida continua, com o corpo fisico ou sem ele; e aquilo a que chamamos morte é uma simples transição - seus portões nos levam a uma outra forma de vida e não ao aniquilamento.
E então aquele que destruiu voluntariamente seu envoltório material chega à dolorosa conclusão de que apenas conseguiu agravar enormemente seus problemas íntimos, sem libertar-se de nenhuma de suas dificuldades.
E descobre, ainda mais, que terá de voltar à carne em outras condições, talvez ainda mais penosas e precárias, tantas vezes quantas forem necessárias para corrigir, refazer e pacificar.
Assistimos, então, ao funcionamento inapelável da lei cármica de causa e efeito, ajudando o pobre ser derrotado e doente a tomar o amargo remédio da recuperação.
E aquele que arrebentou seus próprios ouvidos, com um tiro assassino, renasce com o mecanismo da audição destruído; não podendo ouvir, não aprende a falar.
E daí atravessar uma existência inteira, isolado na solidão forçada, a fim de que seu Espírito compreenda, no silêncio, o verdadeiro sentido da vida e o valor inestimável dos dons que recebemos ao nascer.
O que tomou venenos corrosivos, volta à carne com as vísceras deficientes, sujeitas a misteriosas e incuráveis mazelas.
Tudo isso porque não podemos ir adiante sem pagar o que devemos, e, sendo a justiça de Deus tão perfeita, não pagamos senão o que devemos segundo diz a Lei.
Logo, o suicídio é o maior, o mais trágico e lamentável equívoco que o ser humano pode cometer.
Para não suportar uma dor que deveria durar alguns instantes, buscamos,precipitadamente, outra .
Que pode durar tanto quanto uma nova existência de aflições.
Certamente Deus nos dá os recursos necessários à recuperação, mas o esforço da subida tem que ser nosso, para que dele decorra o mérito da ação.
Isso de dores, mágoas, sofrimentos e aflições são tudo condição transitória de seres em reajuste moral.
No fundo de si mesmo, o Espírito esclarecido sabe, intuitivamente, a razão da sua dor e se rejubila com ela, porque somente pagando o que deve poderá prosseguir para o Alto.
E sabe mais: certo da perfeição da Lei, na qual não há injustiças, compreende que, se sofre, é porque deve; a Justiça Divina não cobra multas a quem não cometeu infrações; ela é infinitamente mais perfeita que a dos homens.
Dessa forma, interferindo violentamente no mecanismo das leis supremas, o suicídio agrava os problemas, em vez de resolvê-los.
A ordem é esperar com paciência, resignação e confiança, aguardando serenamente a libertação.
Acima de toda mágoa, o Espírito pode pairar serenamente e até mesmo embalado por secreta alegria, pois tem a certeza de que está resgatando, com a única moeda válida - a do sofiimento -,compromissos que ainda o prendem a um passado faltoso.


Texto do Livro : Candeias na noite escura,Por João Marcus,Pseudônimo de Hermínio C. Miranda.

10 de fev. de 2011

Chico Xavier comenta a transição planetária



A conversa abaixo foi feita no dia 5 de janeiro de 1954 e publicada na Revista Boa Vontade, Ano 1, n 04 - Outubro de 1956.)
 


Pergunta: - Que pode o irmão dizer-nos a respeito do astro que se avizinha, segundo a predição de Ramatís?
Chico Xavier: - Esclarece nosso orientador espiritual que o assunto alusivo à aproximação de um Planeta ou de Planetas, da zona - ou melhor da aura da Terra - deve, naturalmente, basear-se em estudos científicos, que possam saciar a curiosidade construtiva das novas gerações renascentes no mundo.
O problema, desse modo, envolve acurados exames, com a colaboração da ciência e da observação de nossos dias. Razão por que pede ele que não nos detenhamos na expressão física dos acontecimentos que se vizinham, para marcar maiores acontecimentos - acontecimentos esses de natureza espetacular - na transformação do plano em que estamos estagiando, no presente século.
Afirma nosso amigo que o progresso da óptica e das ciências matemáticas, serão portadoras, naturalmente, de ilações, conclusões da mais alta importância para os nossos destinos, no futuro próximo.
Pergunta: - Pode Emmanuel dizer-nos algo a respeito da verticalização do eixo da Terra e das transformações que esta sofrerá, segundo Ramatís?
Chico Xavier: - Afirma nosso Orientador espiritual que não podemos esquecer que a Terra, em sua constituição física, propriamente considerada, possui os seus grandes períodos de atividade e de repouso.
Cada período de atividade e cada período de repouso da MATÉRIA PLANETÁRIA, que hoje representa o alicerce de nossa morada temporária, pode ser calculado, cada um, em duzentos e sessenta mil (260.000) anos. Atravessando o período de repouso da matéria terrestre, a vida se reorganiza, enxameando de novo, nos vários departamentos do Planeta, representando, assim, novos caminhos para a evolução das almas.
Assim sendo, os GRANDES INSTRUTORES da Humanidade, nos PLANOS SUPERIORES, consideram que, desses 260.000 anos de atividade, 60 a 64 mil anos são empregados na reorganização dos pródomos da vida organizada.
Logo em seguida, surge o desenvolvimento das grandes raças que, como grandes quadros, enfeixam assuntos e serviços, que dizem respeito à evolução do espírito domiciliado na Terra.
Assim, depois desses 60 a 64 mil anos de reorganização de nossa Casa Planetária, temos sempre grandes transformações, de 28 em 28 mil anos.
Depois do período dos 64 mil anos, tivemos duas raças na Terra, cujos traços se perderam, por causa de seu primitivismo.
Logo em seguida, podemos considerar a grande raça Lemuriana, como portadora de urna inteligência algo mais avançada, detentora de valores mais altos, nos domínios do espírito.
Após a raça Lemuriana - em seguida aos 28.000 anos de trabalho lemuriano propriamente considerado - chegamos ao grande período da raça Atlântida, era outros 28.000 anos de grandes trabalhos, no qual a inteligência do mundo se elevou de maneira considerável.
Achamo-nos, agora, nos últimos períodos da grande raça Ariana.
Podemos considerar essas raças, como grandes ciclos de serviços, em que somos chamados de mil modos diferentes, em cada ano de nossa permanência na crosta do planeta, ou fora dela, ao aperfeiçoamento espiritual, que é o objetivo de nossas lutas, de nossos problemas, de nossas grandes questões, na esfera de relações, uns para com os outros.
Assim considerando, será mais significativo e mais acertado, para nós, venhamos a estudar a transformação atual da Terra sob um ponto de vida moral, para que o serviço espiritual, confiado às nossas mãos e aos nossos esforços, não se perca em considerações, que podem sofrer grandes alterações, grandes desvios; porque o serviço interpretativo da filosofia e da ciência está invariavelmente subordinado ao Pensamento Divino, cuja grandeza não podemos perscrutar.
Cabe-nos, então, sentir, e, mais ainda, reconhecer, que os fenômenos da vida moderna e as modificações que nosso “habitat” terreal vem apresentando nos indicam a vizinhança de atividades renovadoras, de considerável extensão.
Daí esse afluxo de revelações da vida extra-terrestre, incluindo sobre as cogitações dos homens; esses apelos reiterados, do mundo dos espíritos; essa manifestação ostensiva, daqueles que, supostamente mortos na Terra, são vivos na eternidade, companheiros dos homens em outras faixas vibratórias do campo em que a humanidade evolui.
Toda essa eclosão de notícias, de mensagens, de avisos da vida espiritual, devem significar para o homem, domiciliado na Terra do presente século, a urgência do aproveitamento das lições de JESUS. Elas devera ser apreciadas em si mesmas, e examinadas igualmente no exemplo e no ensinamento de todos aqueles que, em variados setores culturais, políticos e filosóficos do globo - lhe traduzem a vontade divina, que na essência é sempre a nossa jornada para o Supremo Bem.

6 de fev. de 2011

Tudo está certo


 
Conta uma antiga lenda norueguesa que um homem cuidava com muito zelo de uma capela, num distante povoado.
Haakon era seu nome e via, todos os dias, muita gente adentrar a ermida e orar, com devoção, frente a uma cruz muito antiga.
Certo dia, Haakon, impulsionado por um sentimento de generosidade, ajoelhou-se diante da cruz e fez uma oferta ao Crucificado.
Senhor, desejo padecer por Vós. Deixai-me ocupar o Vosso lugar.
O Senhor da cruz abriu os lábios e falou:
Amigo, posso atender a tua rogativa, mediante uma condição.
Qual é, Senhor? Será uma condição muito difícil? Estou disposto a cumpri-la.
Então, lhe disse o Cristo:
Escuta-me. Aconteça o que acontecer, não importa o que vejas, terás que guardar sempre absoluto silêncio.
O homem, resoluto, respondeu:
Eu prometo, Senhor!
Fizeram a troca sem que ninguém viesse a perceber. O tempo passou e aquele que substituía o Crucificado conseguia cumprir o seu compromisso de sempre se manter calado.
Um dia, porém, um rico foi até a capela orar. Ao sair, esqueceu a sua bolsa sobre um dos bancos.
Haakon viu e se calou. Também não disse nada quando, umas duas horas depois, alguém que também viera orar, encontrou a bolsa e a levou para si.
Ainda ficou calado quando um rapaz veio pedir as graças dos céus antes de empreender uma longa viagem.
Contudo, o rico retornou em busca do que esquecera.
Como não encontrasse sua bolsa, pensou que o rapaz se teria apropriado dela. Voltou-se para ele e o interpelou, com raiva, exigindo que lhe devolvesse o que lhe pertencia.
Não peguei nenhuma bolsa! - Defendeu-se o jovem.
Mentiroso! - Gritou o homem rico. E arremeteu furioso contra ele, no intuito de agredi-lo.
Então, uma voz forte soou:
Para!
E a imagem falou, defendendo o jovem e censurando o rico pela falsa acusação.
Este saiu aniquilado do local. O jovem, porque tinha pressa para empreender a sua viagem, saiu logo em seguida.
Quando a ermida ficou vazia, Jesus dirigiu-Se a Haakon e lhe disse:
Desce da cruz. Não serves para ocupar o meu lugar. Não sabes guardar silêncio.
E, ante as justificativas do servidor, trocaram de lugar, concluindo o Cristo:
Tu não sabias que era conveniente para aquele homem perder a bolsa que trazia o preço de muita maldade.
Quanto ao rapaz, que iria receber alguns golpes, as suas feridas o teriam impedido de fazer a viagem que, para ele, foi fatal.
Faz uns minutos seu barco soçobrou e ele se afogou.
Tu não sabias, mas eu sabia. Por isso, eu sempre me calo.

Toda vez que acreditares que as tuas preces não foram ouvidas porque não foram atendidas, pensa que tudo está certo.
Logo mais ou um pouco depois descobrirás que Deus estava certo em Se manter silente.
Tenha certeza: nada te acontece que não seja o melhor para ti, naquele momento. Isso porque Deus nunca Se engana.

Se eu fosse Deus




Certo dia, lendo o artigo de um poeta, publicado no jornal, um parágrafo nos chamou atenção.
O poeta falava sobre a hipótese de um ser humano ser Deus por uma semana.
E dizia que, caso ele fosse Deus, “um minuto seria suficiente para tomar uma única decisão.”

“Sob a humaníssima – e jurídica – forma de lei. Na qualidade de Deus, chamaria o meu anjo-secretário e ditaria os dois artigos singelos da minha lei:”
"Art. 1.º – ficam a partir deste instante abolidos, em todos os quadrantes do terceiro planeta do sistema solar, na periferia da Via-Láctea, a miséria, o desamor, a injustiça, a doença, a ignorância, a guerra e a morte.”
Art. 2.º – revogam-se as disposições em contrário".

Certamente muitos de nós, como o poeta, faríamos a mesma determinação, abolindo, para sempre, a miséria, o desamor, a injustiça, a doença, a ignorância, a guerra e a morte..
E Deus, que é a inteligência suprema do universo, já decretou isso nas suas soberanas leis.
É só uma questão de tempo para que essa situação se torne realidade.
No entanto, o Criador, que é a sabedoria suprema, não pode violentar o livre-arbítrio de seus filhos, impondo uma perfeição que estes ainda estão longe de alcançar.
Vejamos o que dizem os espíritos superiores, explicando porque Deus não criou todos os espíritos perfeitos:

Se Deus os houvesse criado perfeitos, nenhum mérito teriam para gozar dos benefícios dessa perfeição. Onde estaria o merecimento sem a luta? Além disso, a desigualdade entre eles existente é necessária às suas personalidades. Pois que, na vida social, todos os homens podem chegar às mais altas funções, seria o caso de perguntar-se por que o soberano de um país não faz de cada um de seus soldados um general; Por que todos os empregados subalternos não são funcionários superiores; por que todos os colegiais não são mestres.

Muito lógica e muito consoladora a resposta dos Sábios do espaço.
Se todos os espíritos encarnados na terra estivessem no nível de Ganhdi, Chico Xavier, Madre Teresa, Irmã Dulce e outros, não precisaria nenhum decreto proibindo a miséria, o desamor, a injustiça, a doença, a ignorância e a guerra.
Por outro lado, Jesus afirmou: “vós sois deuses”.
Assim sendo, se não somos Deus com “d” maiúsculo, somos filho dele e podemos fazer a nossa parte para que, um dia, a terra seja um planeta onde reine a paz.
Os espíritos foram criados simples e sem nenhum conhecimento, mas todos, sem exceção, chegarão à perfeição.
Vale lembrar, novamente, as palavras do mestre de Nazaré: “sede perfeitos como perfeito é o vosso Pai celestial.”
Portanto, todos nós seremos anjos um dia, só depende da nossa vontade. E essa vontade também inclui a busca das verdades que regem a vida, ou seja, as leis divinas.

Pense nisso!

Nos soberanos códigos divinos a morte não existe para o espírito. Jesus provou isso se mostrando vivo depois da morte física.
A miséria, o desamor, a injustiça, a doença, a ignorância e a guerra, são problemas criados pelo próprio homem.
Nesse caso, nem precisa ser Deus para abolir de vez por todas essas misérias que nos causam dor e sofrimento.
E a única condição para que isso aconteça é querer.


Equipe de Redação do Momento Espírita, com base em artigo de João Manuel Simões, publicado no jornal Gazeta do Povo, no dia 11/08/2003 e da pergunta 119 de O Livro dos Espíritos, de Allan Kardec, Ed. FEB.

4 de fev. de 2011

O Umbral





O umbral localiza-se em um universo paralelo que ocupa um espaço invisível aos nossos sentidos e que vai do solo terrestre até a algumas dezenas de metros de altura dentro de nossa atmosfera.

O tempo, e as condições climáticas do Umbral seguem um ritmo equivalente ao local terrestre onde se encontra. Quando é noite sobre uma cidade, é noite em sua equivalência no Umbral. A névoa densa que cobre toda atmosfera dificulta a penetração da luz solar e da lua. A impressão que se tem é que o dia é formado por um longo e sombrio fim de tarde. A noite não é possível ver as estrelas e a lua aparece com a cor avermelhada entre grossas nuvens. Sua maior concentração populacional está junto às regiões mais populosas do globo. Encontramos cidades de todos os portes, grupos de nômades e espíritos solitários que habitam pântanos, florestas e abismos.

É descrito por espíritos que já estiveram lá como sendo um ambiente depressivo, angustiante, de vegetação feia, ambientes sujos, de odor forte, de clima e ar pesado e sufocante. Para alguns espíritos é uma região terrível e horripilante. Para outros é o local onde optaram viver e de certo modo estão tão depressivas que mesmo estando aptas a sair de lá, preferem plasmar sempre sua energia por ali. A vegetação vária de acordo com a região do Umbral. Muitas vezes constituída por pouca variedade de plantas. As árvores são normalmente de baixa estatura, com troncos grossos e retorcidos, de pouca folhagem. Existem também áreas desertas, locais rochosos, e lugares de vegetação rasteira composta de ervas e capim. É possível encontrar alguns tipos de animais e aves desprovidos de beleza. No Umbral se encontram montanhas, vales, rios, grutas, cavernas, penhascos, planícies, regiões de pântano e todas as formas que podem ser encontradas na Terra. Quando é inverno, o frio é de causar desespero, quando é verão, chega a ser escaldante como uma fornalha. Não existe clima ameno ou agradável neste plano.

Como os espíritos sempre se agrupam por afinidade (igual a todos nós aqui na Terra), ou seja, se unem de acordo com seu nível vibracional, existem inúmeras cidades habitadas por espíritos semelhantes. Algumas cidades se apresentam mais organizadas e limpas do que outras. Todas possuem espíritos lideres que são chamados de diversos nomes: chefes, governadores, mestres, presidentes, imperadores, reis, etc. São espíritos inteligentes, mas que usam sua inteligência para a prática consciente do mal. São estudiosos de magia, conhecem muito bem a natureza e adoram o poder, quase sempre odeiam o bem e os bons que podem por em risco sua posição de liderança.

Há grupos de pessoas nas cidades que trabalham para os chefes. Acreditam ter liberdade e muitas vezes gostam de servirem seu chefe na ansiedade pelo poder e status. Consideram-se livres, mas na verdade não o são, ao menor erro ou na tentativa de fugir são duramente punidos com as mais diversas formas de tortura e cárcere.

Existem os espíritos escravos que vivem nas cidades realizando trabalho e mantendo sua estrutura sem receberem nada em troca além da possibilidade de lá morarem. São duramente castigados quando desobedecem e vivem cercados pelo medo imposto pelo chefe da cidade.

As cidades possuem construções semelhantes as que encontramos nas cidades da Terra. As maiores construções são de propriedade do chefe e de seus protegidos. Sempre existem locais grandiosos para festas (muitas vezes cheias de energia sexual suja e violenta), e locais para realização de julgamentos dos que lá habitam. Em cada cidade existem leis diferentes especificadas pelos seus lideres. Lá também encontramos bibliotecas recheadas de livros dedicados a tudo que de mal e negativo possa existir. Muitos livros e revistas publicados na Terra são encontrado lá, principalmente os de conteúdo pornográfico e de violência explicita. Ah! Um detalhe, os nossos piores personagens de pesadelos em filmes como (Freddy, Jason, Alessa e Samara) são plasmados por lá.

Pode-se se perguntar. Porque é permitido que existam estes chefes e toda esta estrutura negativa de tanto sofrimento?

Deus nos permite tudo, ele nos deu o livre arbítrio. O homem tem total liberdade para fazer tudo de ruim ou tudo de bom. Quando faz ou constrói algo de ruim acaba se prejudicando com isso e aos poucos, com o passar de anos ou de séculos vai aprendendo que o único caminho para a libertação do sofrimento e da felicidade plena é a prática do bem. A vida na Terra e no Umbral funcionam como grandes escolas onde aprendemos no amor ou na dor tudo que precisamos.

Vamos lembrar que ninguém vai para o UMBRAL por castigo. A pessoa vai para o lugar que melhor se adapta a sua vibração espiritual automaticamente ao seu desencarne. Quando deseja melhorar existe quem ajude. Quando não deseja melhorar fica no lugar em que se afine. Todos que sofrem no Umbral um dia são resgatados por espíritos do bem e levados para tratamento para que melhorem e possam viver em planos de vibrações superiores. Existem muitos que ficam no Umbral por livre e espontânea vontade se aproveitando do poder e dos benefícios que acreditam ter em seus mundos atrasando assim a sua evolução. Muitos ficam e preferem ficar lá pois sentem uma falsa liberdade para praticar o mal a algum ou alguns espíritos que lhe prejudicaram em vida na terra ou até mesmo em vida espiritual.

Além das cidades encontramos o que é chamado de Núcleos. Não constitui uma cidade organizada como conhecemos, mas se trata de um agrupamento de espíritos semelhantes. Os grupamentos maiores e mais conhecidos são os dos suicidas e que vivem em uma região que chamam de Vale dos suicidas. Estes núcleos são encontrados nas regiões montanhosas, nos abismos e vales meio que separados das cidades negras. Por serem espíritos perturbados são considerados inúteis pelos habitantes do Umbral e por isto não são aceitos e nem levados para as cidades em volta. Os vales dos suicidas são muito visitados por espíritos bons e ruins. Os bons tentam resgatar aqueles que desejam sair dali por terem se arrependido com sinceridade do que fizeram (ter se matado em vida). Os espíritos ruins fazem suas visitas para se divertirem, para zombarem ou para maltratarem inimigos que lá se encontram em desespero, fazendo deles escravos. Não é difícil imaginar um local com centenas de milhares de pessoas que cometeram suicídio, todas ali unidas, sem entender o que está acontecendo já que não estão mortas como desejariam estar.

Existem os núcleos de drogados onde também existem pequenas cidades. Existem algumas poucas cidades de drogados de porte grande no Umbral. Realizam-se grandes festas e são cidades movimentadas onde eles plasmam todo tipo de droga conhecida na Terra e até aquelas desconhecidas e que um dia poderão vir a surgir na Terra. Existem relatos psicografados sobre uma região de drogados chamada de Vale das Bonecas e cidades como a de Tongo que é liderada por um Rei. Para todo tipo de vício da carne existem cidades e núcleos de viciados. Por exemplo, existem cidades de alcoólatras ou de compulsivos sexuais também. Imagine uma cidade onde a energia sexual é primordial? Onde você faz sexo a todo momento e as vezes com dezenas de seres e muitas vezes sendo estuprado com sexo de total violência? Angustiante não?

Todos os viciados costumam visitar o planeta Terra em bandos para sugarem as energias prazerosas dos vivos que possuem os mesmos vícios. Se você por exemplo fuma, é bem capaz que ao acender um cigarro, uns 4 a 5 espíritos viciados em nicotina e que muitas vezes morreram devido ao tabaco, cheguem perto de você e suga sua energia. Se você por exemplo fumou durante um período da sua vida e está neste momento largando o vicio, é bem provável que tenham espíritos ao seu lado te atentando a todo instante durante o período de abstinência. Por isso aconselho sempre as pessoas que querem largar vícios em rezar e buscar Deus e força nele.

É comum a existência de núcleos de marginais. Locais onde estão reunidos assaltantes, assassinos, ladrões, traficantes, e outros tipos de criminosos em sintonia mútua e que vão sofrer as mesmas dores que causaram em vida. Imagine um espirito que roubou alguma coisa e agora sofre ao lado de outro que roubam? Um querendo se sair melhor que o outro, tornando a vida um total inferno.

Nas regiões fora das cidades e longe dos núcleos encontramos andarilhos solitários, espíritos considerados inúteis até pelos povos de cidades e núcleos do Umbral.
Grandes tempestades de chuva e raios ocorrem em todo Umbral. Tem importante função de limpar os excessos de energias negativas acumuladas no solo e no ar, tornando o ambiente menos insuportável aos seus habitantes.
As cidades, tribos e vilarejos do Umbral normalmente possuem chefes ou lideres. São pessoas inteligentes com capacidade de liderança que costumam controlar, dominar e explorar as almas que nestas cidades residem. Como pode ver não é muito diferente da vida aqui na Terra onde temos exploradores e explorados. Exercem seu controle a partir do medo, das mentiras, da escravidão, de regras rígidas e violência. Algumas sabem que estão no Umbral e sabem que trabalham pelo mal das pessoas. Seu reinado não dura muito tempo já que espíritos superiores trabalham para convencer sobre o mal que faz a si mesmo fazendo o mal aos outros. É comum que estes “chefes” desapareçam inesperadamente destas cidades por terem sido resgatados por bons Samaritanos em sua missão. Em pouco tempo uma nova liderança acaba assumindo o posto de chefe nestas cidades.

As regiões umbralinas são as que mais se parecem com a Terra. Os espíritos por estarem ainda muito atrelados a vida material, por lhe faltarem informação e conhecimento acabam vivendo suas vidas como se realmente estivessem vivos. As necessidades básicas do corpo acabam se manifestando nestes espíritos. Sofrem por sentirem dores, sono, fome, sede, desejos diversos.

No Umbral encontramos grupos de pessoas que se consideram justiceiras. Coletam espíritos desorientados em hospitais, cemitérios, e no próprio umbral. Pessoas que fizeram muito mal a outras durante a vida ou em outras vidas, e pessoas que fizeram poucos amigos e por isto não tem quem as possa ajudar. Estes espíritos sedentos de vingança e de justiça feita pelas próprias mãos conseguem aprisionar e escravizar as pessoas que capturam. Acreditam que as pessoas que estão no Umbral só estão lá por merecimento. E isto não deixa de ser verdade. Mas no lugar de ajudar estas pessoas eles a maltratam por vingança e ódio pelo mal que cometeram em quanto estavam vivas.

Somente quando estas pessoas se arrependem dos erros que cometem na Terra e esquecem os sentimentos negativos que ainda nutrem é que os espíritos mais elevados conseguem se aproximar para seu resgate.

Por tanto, faça uma análise bem profunda de sua vida, pois dependendo de como for...Você pode acabar depois da morte ir para alguma colônia do umbral expiar seus erros para enfim sentir o verdadeiro perdão e amor.
“Um espelho sujo, jamais poderá refletir a luz”.