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“Como a abelha que colhe o mel de diversas flores, a pessoa sábia aceita a essência das diversas crenças e vê somente o bem em todas as religiões”

18 de jan. de 2011

Orações e pedidos como fazer?


Nossa Senhora Mística Da Luz




É possível fazer pedidos através de orações ou simplesmente mentalizando durante nossa vida e também quando estamos lá do outro lado. Você pode pedir a Deus, aos santos, aos anjos, aos espíritos de amigos, familiares e até mesmo a todos os espíritos bons que estejam próximos de você no momento.
Na verdade não importa para quem você pede. Seu pedido pode ser atendido por qualquer espírito bom. Lá do outro lado todos que trabalham pelo bem trabalham em conjunto, como se todos fossem um só. Ninguém se preocupa em receber os méritos das boas ações praticadas.
Em todas as colônias existentes sobre as cidades, encontramos departamentos específicos com equipes encarregadas de ouvir e registrar cada pedido.
Os pedidos podem chegar de duas formas nas colônias. Quando a pessoa possui muita fé o pedido é recebido diretamente na colônia espiritual mais próxima, normalmente sobre a cidade onde se está. Por isto é comum que se solicite orações às pessoas conhecidas que você sente mais fé.
Quando se faz o pedido sem fé este pode ser ouvido por espíritos bons que estejam próximos (podem estar a quilômetros de distância). Estes espíritos se encarregam de transmitir o pedido a colônia.
Na colônia o pedido é classificado em dois tipos: os pedidos viáveis e os inviáveis. Os viáveis serão analisados e poderão ser atendidos em sua totalidade ou parcialmente. Os inviáveis não são atendidos.
Exemplo de pedidos que são descartados por serem considerados inviáveis:
Pedido para ganhar em loterias e jogos de azar. Pedidos para que seu time preferido seja campeão. Pedido para que não descubram algum erro que você cometeu. Pedido para não estar grávida em uma situação de suspeita. Pedido para morrer. Pedidos que prejudiquem terceiros.
Exemplo de pedidos viáveis que são analisados e atendidos parcialmente ou totalmente:
Pedido de saúde. Pedido de cura de doenças. Pedido para amenizar sofrimentos. Pedido para eliminar vícios. Pedidos para se adquirir virtudes que não se tem. Pedidos para eliminar defeitos morais. Pedidos de força, paciência, sabedoria, justiça, paz, compaixão, etc. Podemos pedir por nós e também para outras pessoas. Pedir pelo próximo é considerado uma caridade e conta pontos positivos para quem pede.
Existem casos em que os pedidos são atendidos imediatamente. É o caso de alguém que sofre em seus momentos de morte e pede socorro, acolhimento, diminuição dos sofrimentos. O socorro logo virá para tentar ajudar. Alguns pedidos podem demorar algum tempo para serem atendidos já que para tudo existe um tempo certo. Nem sempre o que se pede hoje é o melhor para nós.
Um exemplo de pedido atendido parcialmente: É o caso do homem com câncer em fase terminal. Reza pedindo a Deus a cura. Como o momento de partir era aquele, nada poderia ser feito para recuperar o corpo e mantê-lo vivo. Mas o pedido é atendido parcialmente quando um equipe de socorro atende o enfermo o confortando, o tranqüilizando e transformando a inevitável morte em uma passagem tranqüila e sem sofrimentos maiores.
Grande parte dos pedidos é realizada dentro de igrejas, templos, cemitérios e no lar das pessoas. Nos locais onde são realizados cultos, missas, encontros religiosos das mais diversas religiões sempre existem numerosos espíritos bons preparados para ouvir os pedidos de ajuda. Estes espíritos estão sempre dispostos a ajudar e se sentem felizes fazendo isto. É o caso da basílica de Nossa Senhora de Aparecida que recebe milhares de pessoas por mês. Muitos são os espíritos seguidores de Maria que lá estão para ouvir e ajudar quem necessite, deseja e mereça receber ajuda. Espíritos maldosos vindos do Umbral tentam atrapalhar o trabalho dos espíritos bons, mas são repelidas por equipes destinadas as proteções dos fiéis e peregrinas.
Muitos pedidos chegam com promessas embutidas. No caso do pedido ser realizado a pessoa fica comprometida a realizar alguma tarefa ou penitência. Fazer promessas é absolutamente desnecessário. Os espíritos bons, os santos e Deus não pedem e não exigem nada em troca na hora de ajudar. É mesquinho acreditar que a relação entre homens e santos ocorre como uma negociação primitiva, onde eu te peço isso, e em troca eu te dou aquilo.
Existem pessoas que ao não cumprirem uma determinada promessa após ter sido realizado seu pedido, entram em crise, em depressão. Muitos morrem e continuam se sentindo mal por não ter cumprido a promessa. Quando se promete o único que se sente afetado é quem prometeu. Deus não pede nada em troca das coisas boas que faz, pois as boas coisas só são feitas quando o espírito ou a pessoa são merecedores devido ao arrependimento, a vontade de evoluir ou ao bem que já tem feito ao próximo.
Existem religiões afro-brasileiras que invocam espíritos de baixa vibração solicitando ajuda em troca de favores. Na maioria das vezes é oferecido alimentos, bebidas, cigarros, charutos e perfumes, em troca de determinado trabalho. Estes espíritos de baixo nível e ainda muito ligados a vida na Terra, sugam as energias destes presentes e se satisfazem com isto. Em troca tentam realizar o pedido e às vezes podem obter sucesso quando a vítima é uma pessoa de baixa vibração, ligadas a sentimentos como a raiva, vingança, egoísmo, vaidade, etc.
Nossa Senhora é o espírito de luz que mais recebe pedidos. Existem legiões de espíritos bons que trabalham como anjos de Maria atendendo quando possível as solicitações dos seus fiéis. Existem livros psicografados que relatam a existência de uma cavalaria de bons espíritos que percorrem o Umbral em busca de pessoas que pedem ajuda a Nossa Senhora.
Em resumo, antes de pedir devemos nos esforçar para atingir nossas metas. Quando fizemos o possível podemos e devemos pedir ajuda através de uma oração ou meditação. Este pedido pode ser feito a Deus, aos santos, aos anjos, aos espíritos bons. Se for um pedido viável, se você for merecedora e se o pedido irá trazer benefícios para você, ele é atendido ou parcialmente atendido. Somente os pedidos feitos com fé chegam até os locais responsáveis nas colônias. Os feitos sem fé podem ser recebidos por espíritos próximos que farão o pedido para você usando de fé. Não é necessário fazer promessas dando algo em troca quando o pedido é realizado. Só se pede reconhecimento e gratidão pelo pedido alcançado. E isto pode ser feito com uma oração de agradecimento com fé.

15 de jan. de 2011

Desencarne Coletivo


É o desencarne que ocorre em acidentes e catástrofes de toda sorte, que vitimam pequeno ou grande número de criaturas. Ocorre porque um grupo ou grupos de espíritos comprometidos com um mesmo débito ou com débitos semelhantes, em reencarnações pregressas, se associam, ainda na espiritualidade, antes do renascimento, com a finalidade de realizar "trabalho redentor em resgates coletivos".
Por estar relacionado a experiências evolutivas, o desencarne coletivo é previsto por entidades Benfeitoras Espirituais, que acolhem os desencarnantes imediatamente, muitas vezes em postos de socorro por eles montados através da vontade/pensamento, na própria região da catástrofe ou desastre.
O resgate de nossas ações contrárias à Lei Divina, ao bem e ao amor pode ocorrer de várias formas, inclusive coletivamente. O objetivo, segundo "O Livro dos Espíritos", questão 737, é “fazê-lo avançar mais depressa” e as calamidades “são freqüentemente necessárias para fazerem com que as coisas cheguem mais prontamente a uma ordem melhor, realizando-se em alguns anos o que necessitaria de muitos séculos”. Além disso (questão 740), “são provas que proporcionam ao homem a ocasião de exercitar a inteligência, de mostrar sua paciência e sua resignação ante a vontade de Deus, ao mesmo tempo em que lhe permitem desenvolver os sentimentos de abnegação, de desinteresse próprio e de amor ao próximo”.
E assim, entendemos o sentimento de solidariedade que essas calamidades despertam, auxiliando todos a desenvolver o amor. O importante para os mais diretamente envolvidos, para que tenham o progresso devido, como está dito em "O Evangelho Segundo o Espiritismo", capítulo 14, item 9, é “não falir pela murmuração”, pois “as grandes provas são quase sempre um indício de um fim de sofrimento e de aperfeiçoamento do Espírito, desde que sejam aceitas por amor a Deus”.
Nesta frase selecionada no "O Evangelho Segundo o Espiritismo", está uma informação de cabal importância: indício de aperfeiçoamento do espírito. E qual seria o objetivo prático de tudo isso e como esses fatos atuam em nosso progresso, com que finalidade?
A resposta está na Lei do Progresso, que determina ao homem o progresso incessante, sem retrocesso, no campo intelectual e moral; cada um há seu tempo, seguindo seu ritmo próprio, sendo que “se um povo não avança bastante rápido, Deus lhe provoca, de tempo em tempos, um abalo físico ou moral que o transforma” ("O Livro dos Espíritos", questão 783).
Como vemos, o progresso se faz, sempre, e quando estamos atravancando-o, Deus, em sua infinita bondade e justiça, lança mão de instrumentos que nos impulsionem à frente. O objetivo é nos levar a cumprir a escala evolutiva, saindo de nossa condição de Espíritos imperfeitos moralmente para a de espíritos regenerados, até atingirmos a condição de Espíritos puros.
Essa transposição de imperfeito moralmente para regenerado marca a atual fase de transição que vivenciamos, plena de flagelos destruidores, de calamidades, de acidentes com grande número de mortos.
Nos evangelhos segundo Mateus, Marcos e João, há várias referências aos sinais precursores de uma transformação no estado moral do Planeta, caracterizada pelo anúncio de calamidades diversas que atingirão a humanidade e dizimarão grande número de pessoas, para que, na seqüência, ocorra o reinado do bem, sejam instituídas a paz e a fraternidade universal, confirmando a predição de que após os dias de aflição virão os dias de alegria.
O que é anunciado nessas passagens evangélicas não é o fim do mundo de forma absoluta e real, mas o fim deste mundo que conhecemos, em que o mal aparentemente se sobrepõem ao bem, e, como afirma Allan Kardec em "A Gênese", capítulo 17, item 58, “o fim do velho mundo, do mundo governado pela incredulidade, pela cupidez e por todas as más paixões a que o Cristo alude”.
Para que esse novo mundo se instale ("A Gênese", capítulo 18), é fundamental que a população seja preparada para habitá-lo. Para tanto, teremos, todos nós, de equacionar alguns problemas de nosso passado, construindo nosso progresso moral.
Não há transformação sem crise, e catástrofes e cataclismos são crises que agitam a humanidade, despertando-a para a solidariedade, a fraternidade, o bem.
Temos, então, de ver a humanidade como “um ser coletivo no qual se operam as mesmas revoluções morais que em cada ser individual” ("A Gênese", capítulo 18 item 12).
Nesse contexto, a fraternidade será a pedra angular da nova ordem social, com o progresso moral, secundado pelo progresso da inteligência assegurando a felicidade dos homens sobre a Terra.
Para que possamos habitar esse novo mundo, não temos de nos renovar integralmente. Segundo Kardec ("A Gênese", capítulo 18 item 33), “basta uma modificação nas disposições morais”, e, para isso, temos de equacionar débitos do passado e nos conscientizarmos de nossa condição de espíritos imortais perfectíveis, em fase de desenvolvimento de nossas potencialidades.
Como forma de acelerar esse processo de modificação da disposição moral, a presente fase é marcada pela multiplicidade das causas de destruição, até como forma de estimular em nós o desenvolvimento de nossas potencialidades no bem, pois “o mal de hoje há de ser o bem de amanhã. Somente a educação do Espírito poderá libertá-lo do mal, dando-lhe condições de alçar os mais altos vôos no plano infinito da vida. O importante em tudo isso é mantermos a serenidade, olharmos para a frente, divisarmos o futuro, pois “a marcha do Espírito é sempre crescente e ascendente. É preciso descobrir quanto bem se é capaz de fazer agora para que o próprio crescimento não se detenha” (Portásio).
Em todo ser humano, como ressalta o Espírito Clelie Duplantier, em "Obras Póstumas", “há três caracteres: o do indivíduo ou do ente em si mesmo, o do membro da família e o do cidadão. Sob cada uma dessas três fases, pode ele ser criminoso ou virtuoso; isto é, pode ser virtuoso como pai de família e criminoso como cidadão, e vice-versa”.
Além disso, pode-se admitir como regra geral que todos os que se ligam numa existência por empenhos comuns, já viveram juntos, trabalhando para o mesmo fim e se encontrarão no futuro, até expiarem o passado ou cumprirem a missão que aceitaram.
O papel de cada um
Essas calamidades – se olharmos para elas sob o ponto de vista espiritual, fundamentando nossa reflexão nos princípios da Doutrina Espírita – têm, portanto, objetivos saneadores que, conforme Joanna de Ângelis, removem as pesadas cargas psíquicas existentes na atmosfera e significam a realização da justiça integral, pois a Justiça Divina, para nosso reequilíbrio, recorre a métodos purificadores e liberativos, de que não nos podemos furtar.
Assim, tocados pelas dores gerais, ajudemo-nos e oremos, formando a corrente da fraternidade e estaremos construindo a coletividade harmônica, sempre lembrando a advertência do Espírito Hammed: “a função da dor é ampliar horizontes para realmente vislumbrarmos os concretos caminhos amorosos do equilíbrio. Como o golpe ao objeto pode ser modificado, repensa e muda também tuas ações, diminuindo intensidades e freqüências e recriando novos roteiros em sua existência”. Desse modo, estaremos utilizando nossos problemas como ferramenta evolutiva, não nos perdendo em murmurações, mas utilizando nosso livre-arbítrio como patrimônio.
O progresso de todos os seres da criação é o objetivo de tudo que acontece Tenhamos a consciência desperta e procuremos entender o mundo à nossa volta, cientes de que a solidariedade é o verdadeiro laço social, não só para o presente, mas, como está em "Obras Póstumas", “estende-se ao passado e ao futuro, pois que os mesmos indivíduos se encontram e se encontrarão para juntos seguirem as vias do progresso, prestando mútuo concurso. Eis o que faz compreender o Espiritismo pela equitativa lei da reencarnação e da continuidade das relações entre os mesmos seres”.
E mais: Graças ao Espiritismo, compreende-se hoje a justiça das provações desde que as consideremos uma amortização de débitos do passado. As faltas coletivas devem ser expiadas coletivamente pelos que juntos as praticaram, e os mentores estão sempre trabalhando, ajudando a todos nós, reunindo-nos em grupos de forma a favorecer a correção de rumo, amparando-nos e nos fortalecendo para darmos conta daquilo a que nos propomos, além de nos equilibrarem para podermos auxiliar o outro com nossos pensamentos positivos, nossos.


PARTE TERCEIRA  DO LIVRO DOS ESPÍRITOS 
CAPÍTULO VI     *DA LEI DE DESTRUIÇÃO*
 
*Flagelos destruidores*
737. Com que fim fere Deus a Humanidade por meio de flagelos destruidores?
"Para fazê-la progredir mais depressa. Já não dissemos ser a destruição ma necessidade para a regeneração moral dos Espíritos, que, em cada ova existência, sobem um degrau na escala do aperfeiçoamento? Preciso é que se veja o objectivo, para que os resultados possam ser apreciados.
Somente do vosso ponto de vista pessoal os apreciais; daí vem que os qualificais de flagelos, por efeito do prejuízo que vos causam. Essas subversões, porém, são frequentemente necessárias para que mais pronto se dê o advento de uma melhor ordem de coisas e para que se realize em alguns anos o que teria exigido muitos séculos." (744)
738. Para conseguir a melhora da Humanidade, não podia Deus empregar outros meios que não os flagelos destruidores?/
"Pode e os emprega todos os dias, pois que deu a cada um os meios de progredir pelo conhecimento do bem e do mal. O homem, porém, não se aproveita desses meios. Necessário, portanto, se torna que seja castigado no seu orgulho e que se lhe faça sentir a sua fraqueza."
a) - /Mas, nesses flagelos, tanto sucumbe o homem de bem como o perverso. Será justo isso?
"Durante a vida, o homem tudo refere ao seu corpo; entretanto, de maneira diversa pensa depois da morte. Ora, conforme temos dito, a vida do corpo bem pouca coisa é. Um século no vosso mundo não passa de um relâmpago na eternidade. Logo, nada são os sofrimentos de alguns dias ou de alguns meses, de que tanto vos queixais. Representam um ensino que se vos dá e que vos servirá no futuro. Os Espíritos, que preexistem e sobrevivem a tudo, formam o mundo real (85). Esses os filhos de Deus e o objeto de toda a Sua solicitude. Os corpos são meros disfarces com que eles aparecem no mundo. Por ocasião das grandes calamidades que dizimam os homens, o espectáculo é semelhante ao de um exército cujos soldados, durante a guerra, ficassem com seus uniformes estragados, rotos, ou perdidos. O general se preocupa mais com seus soldados do que com os uniformes deles."
b) - Mas, nem por isso as vítimas desses flagelos deixam de o ser.
"Se considerásseis a vida qual ela é e quão pouca coisa representa com relação ao infinito, menos importância lhe daríeis. Em outra vida, essas vítimas acharão ampla compensação aos seus sofrimentos, se souberem suportá-los sem murmurar.
" Venha por um flagelo a morte, ou por uma causa comum, ninguém deixa por isso de morrer, desde que haja soado a hora da partida. A única diferença, em caso de flagelo, é que maior número parte ao mesmo tempo.
Se, pelo pensamento, pudéssemos elevar-nos de maneira a dominar a Humanidade e abrangê-la em seu conjunto, esses tão terríveis flagelos não nos pareceriam mais do que passageiras tempestades no destino do mundo.
739. Têm os flagelos destruidores utilidade, do ponto de vista físico, não obstante os males que ocasionam?
"Têm. Muitas vezes mudam as condições de uma região. Mas, o bem que deles resulta só as gerações vindouras o experimentam."
740. Não serão os flagelos, igualmente, provas morais para o homem, pondo-o a braços com as mais aflitivas necessidades?
"Os flagelos são provas que dão ao homem ocasião de exercitar a sua inteligência, de demonstrar sua paciência e resignação ante a vontade de Deus e que lhe oferecem ensejo de manifestar seus sentimentos de abnegação, de desinteresse e de amor ao próximo, se o não domina o egoísmo."
741. Dado é ao homem conjurar os flagelos que o afligem?
"Em parte, é; não, porém, como geralmente o entendem. Muitos flagelos resultam da imprevidência do homem. À medida que adquire conhecimentos e experiência, ele os vai podendo conjurar, isto é, prevenir, se lhes sabe pesquisar as causas. Contudo, entre os males que afligem a Humanidade, alguns há de carácter geral, que estão nos decretos da Providência e dos
quais cada indivíduo recebe, mais ou menos, o contragolpe. A esses nada pode o homem opor, a não ser sua submissão à vontade de Deus. Esses mesmos males, entretanto, ele muitas vezes os agrava pela sua negligência."
Na primeira linha dos flagelos destruidores, naturais e independentes do homem, devem ser colocados a peste, a fome, as inundações, as intempéries fatais às produções da terra. Não tem, porém, o homem encontrado na Ciência, nas obras de arte, no aperfeiçoamento da agricultura, nos afolhamentos e nas irrigações, no estudo das condições higiênicas, meios de impedir, ou, quando menos, de atenuar muitos desastres? Certas regiões, outrora assoladas por terríveis flagelos, não
estão hoje preservadas deles? Que não fará, portanto, o homem pelo seu bem-estar material, quando souber aproveitar-se de todos os recursos da sua inteligência e quando aos cuidados da sua conservação pessoal,
souber aliar o sentimento de verdadeira caridade para com os seus semelhantes? (707)  O Livro dos Espíritos /Allan Kardec
Oremos pelos nossos irmãos que vivem o desespero das enchentes no Rio em São Paulo e Minas.
Força meu povo Deus ainda é conosco sempre!

Catástrofes & Flagelos



Mudanças no clima, situações de risco iminente, desmatamentos excessivos, construções desordenadas, gases tóxicos...

O homem, em sua descabida e ansiosa busca pelo progresso, há de ter a si apensada, a tipologia criminal de partícipe, ou co - autor de tragédias que antes eram somente imputadas nos capítulos referentes às forças da Natureza.

Ora, basta-nos um pequeno arrazoado hoje em dia, para que cheguemos a conclusão de que, se o Pai, quando da criação do mundo, pensava tão somente no progresso das raças nele habitante, não seria Ele, por sua onisciência que engendraria semelhantes tribulações pelas quais o homem passa em sua peregrinação de espírito encarnado.
Por certo há de se concluir que se desmatamos aqui, vastas áreas, haverá um aumento do aquecimento da calota terrestre nestes lugares, agravando substancialmente a temperatura global. Sabe-se que não só o desmatamento trabalha neste campo, o aumento de proporção no buraco existente na camada de ozônio também proporciona variações climáticas de grande relevância na temperatura terrestre, produzindo a recrudescência de fenômenos atmosféricos em regiões distintas.

Mas o homem, bradando inocência, ainda hoje acusa a Natureza da autoria de quase tudo que lhe aconteça.
Assim, quando alagamentos acontecem, ceifando vidas, acusa a Natureza e, por conseguinte ao Pai, por tais enlutantes acontecimentos.

Mas notemos o contraste entre duas coisas: Ao verificarmos as regiões ribeirinhas, notamos com facilidade, a variedade de construções edificadas as margens dos rios, algumas já adentrando a estes, as palafitas. Entretanto, mesmo procurando com zelo, não haveremos de encontrar, senão há até 30 km de distância dos rios, construções erigidas não por humanos, mas por insetos, as nossas formigas.Há então de ser pensado o porque de tal acometimento, a resposta nos trás a compreensão de que os próprios animais, ditos irracionais, já determinam níveis de segurança, para erigirem suas moradas. Só o homem, eterno Senhor, abusa e descrê, colocando-se perigosamente a espreitados acontecimentos, vitimando-se por sua própria invigilância.

Emmanuel, na obra "Fé, Paz e Amor", trás a nossos olhos uma página elucidativa sob o título de Flagelos, vejamos:

Ante as calamidades que afligem a natureza, gerando o espetáculo deprimente das provações coletivas, não te esqueças daquele mundo vivo que somos nós mesmos, governado por leis que não poderemos trair.
Lembra-te de que todos os nossos desacertos na luta e deserções do dever representam deplorável plantação de males em nossa rota.



A rendição ao vício e o culto da crueldade criam espessas nuvens de treva em torno de nossos passos a rebentarem depois, em temporais de lágrimas, que valem por destruidoras convulsões em nosso campo íntimo.
É por isso que a experiência atual para nós outros permanece juncada pelos destroços de ontem, quando a nossa invigilância favoreceu na estrada que nos é própria os flagelos morais que hoje nos patrocinam as dificuldades e os sofrimentos.

Os obstáculos do templo familiar, os impedimentos afetivos, os espinheiros profissionais e os tremendos conflitos interiores que nos assomam à vida constituem dolorosas reminiscências dos cataclismos da alma que nos mesmos criamos.

Regeneremos assim, o destino, suportando com heroísmo e serenidade o inquietante reajuste de agora.

Achamo-nos à frente do passado que ainda vive em nós e, se nos propomos alcançar o futuro de firmamento sem sombra em que desejamos viver, saibamos carregar a cruz de provas e inibições que nos mesmos talhamos a fim de que, com ela e por ela, possamos proclamar perante a Lei o nosso justo resgate, garantindo, dessa forma, a posse de nossa verdadeira libertação.

Conceituaremos então os flagelos, como movimentos naturais que trazem como conseqüência desencarnes coletivos, atingindo e modificando, por vezes, regiões inteiras.

Kardec em "O Livro dos Espíritos"entende que muitos destes flagelos resultam também, da imprevidência do homem.
Falaremos então, daqueles que, entre aspas, independem da ação do homem.

As enchentes naturais, os furacões, maremotos, terremotos, erupções vulcânicas, avalanches etc.

Em relação a estes, diz o homem já ter se colocado em tecnológica e cientificamente sobre eles.

No Japão, o homem já consegue erigir prédios que não são comprometidos pelos terremotos, acontecendo o mesmo nos Estados Unidos da América.

A história nos mostra o homem, fazendo no deserto, o nascer da vida nos campos de Israel, Por exemplo,... Mas a insensibilidade deste mesmo homem tem feito com que grande massa de espíritos desencarne, vitimada pela invigilância, fazendo-nos afirmar que o homem se assina como partícipe em muitas dessas tragédias, ditas tipicamente naturais.

Em "Obras Póstumas"respondem-nos os espíritos que é o espírito, não o corpo, o mais importante, tal; como nas guerras, o general não há de se preocupar com o fardamento de seus soldados. Isso nos trás a percepção de que não haveria, de por assim se dizer, um desencarne injusto, conforme a leitura desses mesmos espíritos. Ainda em "Obras Póstumas" nos lembram quando tratam do tema "Expiações Coletivas": A própria espiritualidade trabalha para que de alguma forma aqueles que precisem, de alguma forma passar



por esta experiência, ali estejam reunidos no momento exato em que o flagelo ocorra.

Emmanuel, em suas considerações anteriores, afirmou ser o homem e sua imprevidência, como causadores de muitos desses flagelos.

Poderíamos num rápido pensar, apontar algumas mostras dessa imprevidência, citando a pouca preocupação para com a higiene pública, as construções em áreas de risco, um exemplo que apontando na área da higiene pública, está a luta contra o alastrar endêmico da Dengue, onde seu transmissor é ainda encontrado em muitos lares e pasmem, até mesmo dentro de tubulações próprias do estabelecimento público que cuida de sua erradicação. As enchentes e alagamentos produzidos pelo entupimento ou inexistência de sistemas de escoamento de esgotos públicos mostram também, o dedo do homem, cultivando a morte do próprio homem.

O Homem, distanciado de sentimento melhor para consigo mesmo e para com seu próximo, tem sido grande incentivador desses flagelos.

Lembramos ainda, a existência de espíritos ainda em grande atraso moral, que ainda buscam, pela beligerância a conquista de nações inteiras, escravizando seus povos, atraídos pelas riquezas minerais destas nações. Doutra feita é este mesmo Homem, que fanatizado torna-se joguete na mão de insidiosos espíritos perturbados e lança-se contra seus próprios irmãos em atentados suicidas... Urge o tempo de estarmos todos, silentes e concentrados num único pensamento pela paz e concórdia entre os povos, esta a verdadeira globalização.

Mas, como em tudo há também, para abrandar e proteger o projeto divino, a mão do Criador, a espiritualidade encontra sempre um final justo e bom para acontecimentos que venham a dizimar milhares de vidas. É que, no mesmo momento em que estas legiões de espíritos regressam para a pátria espiritual, igual quantidade de espíritos, estes mais apetrechados moral e intelectualmente, aportam em nosso orbe, em diversos locais. São estes espíritos, que pela imitação de seus atos, por parte dos que aqui ainda se encontram, num primeiro momento e depois, pelo conhecimento que farão das qualidades morais dos espíritos recém chegados, conquistarão as altiplanuras da evolução, conduzindo-se por atos e obras mais edificantes, alijando do seio da família mundial os baixos sentimentos, ao mundo de regeneração que sabemos estar por chegar.

Assim, a espiritualidade, pelo obséquio da justiça soberana de Mais Alto, responde aos flagelos e tragédias, muitas vezes criados pela ação invigilante do próprio homem.


Bibliografia:
Kardec, Allan
Obras Póstumas
O Livro dos Espíritos

12 de jan. de 2011

Iniciando um Novo Ano


Toda vez que o ano vai chegando ao fim, parece que todos vamos manifestando cansaço maior.
Seja porque as festas se multipliquem (são formaturas, casamentos, jantares de empresas), seja porque já nos vamos preparando para as viagens de férias de logo mais.
De uma forma ou de outra, é comum se escutar as pessoas desabafarem dizendo que desejam mesmo que se acabe logo o ano.
Quem muito sofreu, deseja que ele se acabe e aguarda dias novos, de menos dores.
Quem perdeu amores, deseja que ele se acabe de vez, na ânsia de que os dias que virão consigam trazer esperanças ao coração esfacelado pelas ausências.
Quem está concluindo algum curso e deu o máximo de si, deseja que os meses que se anunciam cheguem logo, para descansar de tanto esforço.
E assim vai. Cada um vai pensando no ano que se finda no sentido de deixar algo para trás. Algo que não foi muito bom.
Naturalmente, muitos são os que veem findar os dias do ano com contentamento, pois eles lhe foram propícios. Esses, almejam que os dias futuros reprisem esses valores de alegria, de afeto, de coisas positivas.
Ano velho, ano novo. São convenções marcadas pelo calendário humano, em função dos movimentos do planeta em torno do astro rei.
Contudo, psicologicamente, também nos remetem, sim, a um estado diferente.
Como Deus nada faz, em Sua sabedoria, sem um fim útil, também assim é com a questão do tempo como o convencionamos.
Cada dia é um novo dia. A noite nos fala de repouso. A madrugada nos anuncia oportunidade renovada.
Cada ano que finda nos convida a deixarmos para trás tudo de ruim, desagradável que já vivenciamos, permitindo-nos projetar planos para o futuro próximo.
Por tudo isso, por esta ensancha que a Divindade nos permite a cada trezentos e sessenta e cinco dias, nesta Terra, pense que você pode melhorar a sua vida no ano que se anuncia.
Comece por retirar de sua casa tudo que a atravanca. Libere-se daquelas coisas que você guarda nos armários, na garagem, no fundo do quintal.
Coisas que estão ali há muito tempo, que você guarda para usar um dia. Um dia que talvez nunca chegue. Pense há quanto tempo elas estão ali: meses, anos... Esperando.
São roupas, calçados, livros, discos antigos, utensílios que você não usa há anos. Libere armários, espaços.
Coisas antigas, superadas são muito úteis em museus, para preservação da memória, da evolução da nossa História.
Doe o que possa e a quem seja mais útil.
Sinta o espaço vazio, sinta-se mais leve.
Depois, pense em quanta coisa inútil você guarda em seu coração, em sua mente.
Mágoas vividas, calúnias recebidas, mentiras que lhe roubaram a paz, traições que o deixaram doente, punhais amigos que lhe rasgaram as carnes da alma...
Alije tudo de si. Mentalmente, coloque tudo em um grande invólucro e imagine-se jogando nas águas correntes de um rio caudaloso que as levará para além, para o mar do esquecimento.
Deseje para si mesmo um ano novo diferente. E comece leve, sem essa carga pesada, que lhe destrói as possibilidades de felicidade.
Comece o novo ano olhando para frente, para o alto. Estabeleça metas de felicidade e conquistas.
Você é filho de Deus e herdeiro do Seu amor, credor de felicidade.
Conquiste-a. Abandone as dores desnecessárias, pense no bem.
Mentalize as pessoas que são amigas, que o amam, lhe querem bem.
Programe-se para estar mais com elas, a fim de, fortalecido, alcançar objetivos nobres.
Comece o ano pensando em como você pode influenciar pessoas, ambientes, com sua ação positiva.
Programe-se para vencer. Programe-se para fazer ouvidos moucos aos que o desejam infelicitar e avance.
Programe-se para ser feliz. O dia surge. É ano novo. Siga para a luz, certo que com vontade firme, desejo de acertar, Jesus abençoará as suas disposições.
É ano novo. Pense novo. Pense grande. Seja feliz.

Redação do Momento Espírita.

1 de jan. de 2011

Resumo: 2011 Ano 4 / Planeta Mercúrio/ Orixá Regente Oxum

e


E mais um ano se vai, com ele deixamos para trás todas as preocupações, tristezas, alegrias, realizações que nos ofereceu.
Estamos entrando no ano 2011 que somado refere-se ao número 4.
Será um ano de muito trabalho e responsabilidades,aplicação de métodos novos, nova postura e de estabelecer fundamentos sólidos para a sua vida, um ano para medir, classificar, registrar, regular e compor a si mesmo. Exigirá esforço em suas ações, mas contudo será reconhecido e obterá lucros desde que haja com lealdade, honestidade porque haverá cobranças no plano superior.
A saúde poderá exigir cuidados, situações novas podem surgir envolvendo o sistema linfático.

NO BARALHO CIGANO CARTA 4 PRESENTA A CASA
SIMBOLOGIA 

- É representada pela figura de uma casa que mostra seu próprio lar e todos que dele participam. Indica a confiança, a prosperidade, o amor e o apoio familiar. Também significa o equilíbrio cósmico. Será um ano voltado a conquistas materias, bens, lar, compra de imóveis, mas também vem pedindo ordem, organização , estruturação, bons empreendimentos, sustentação, firmeza, perseverança.

O IMPERADOR - CARTA 4 NO TARÔ:
SIMBOLOGIA:

O Imperador planeja, projeta,colocar em prática seus mais audaciosos planos,é centralizador e gosta de estar sempre no comando realizando conquistas materiais. Com essa carta possuimos condições para realizarmos nossos sonhos materiais, pois encontraremos meios de nos estruturarmos financeiramente. Um período que promete segurança e estabilidade. Mas exigirá muito esforço, desempenho, caráter reto, porque seremos cobrados pelas nossas ações.

PLANETA MERCÚRIO:




  É o planeta regente dos signos de Gêmeos e de Virgem e está muito ligado à comunicação, aos negócios e a troca em geral. Mercúrio é o planeta que mostra como nos comunicamos, como processamos as informações, como aprendemos e ensinamos.
No contexto geral, podemos esperar por novidades em todos os meios de comunicação, o céu está pedindo ideias inovadoras e pioneiras e também formas mais criativas de expressá-las, mostrando a necessidade de se levar ideias individuais para o coletivo, apontando que é um ano de troca e de crescimento coletivo. Mas também podemos esperar por desafios e obstáculos neste sentido, até porque um conflito entre Mercúrio em Áries e a Lua e Saturno em Libra mostra que tentar impor opiniões individuais a qualquer custo pode trazer grandes frustrações. É preciso mais respeito às opiniões alheias e diplomacia ao se expressar, para evitar brigas e ressentimentos. 2011 é o grande ano para assumirmos a responsabilidade por nossas próprias escolhas e pela nossa vida em geral, sem nos esquecermos de ser responsáveis com o outro, sabendo respeitar limites próprios e alheios.


MAMÃE OXUM:

Rainha da águas doces, do amor, fartura. Sincretismo Nossa senhora da imaculada Conceição sua data de comemoração é no dia é 8 de Dezembro.
Seu elemento é o mineral e, junto com Oxumaré, forma toda uma linha vertical cujas vibrações, magnetismo e irradiações planetárias multidimensionais atuam sobre os seres e os estimula os sentimentos de amor e acelera a união e a concepção.
Na Coroa Divina, a Orixá Oxum e o Orixá Oxumaré surgem a partir da projeção do Trono do Amor, que é o regente do sentido do Amor.
Oxum assume os mistérios relacionados à concepção de vidas porque o seu elemento mineral atua nos seres estimulando a união e a concepção.
Todos devem saber que a água é o melhor condutor das energias minerais e cristalinas. Por esta sua qualidade única, surgem diversos tipos de água, sendo que a água “doce” dos rios é a melhor rede de distribuição de energias minerais que temos na face da Terra. E o mar é o melhor irradiador de energias cristalinas.

Saudação: Aiieiô Eri Ieiê ou Ora Iêieô
Cores: Azul claro ou Azul celeste
Sincretismo: Nossa Senhora da imaculada Conceição
Dia de celebração: 8 de Dezembro
Dia da semana: Sábado