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“Como a abelha que colhe o mel de diversas flores, a pessoa sábia aceita a essência das diversas crenças e vê somente o bem em todas as religiões”

5 de ago. de 2011

A existência de água líquida na superfície de Marte e o Espiritismo:



A Nasa (agência espacial americana) confirmou, nesta quinta-feira, dia 03/08/11 ter evidências de água líquida na superfície de Marte.
Os dados foram coletados pela sonda MRO (Mars Reconnaissance Orbiter) durante os meses mais quentes do planeta vermelho --na primavera e no verão."[A descoberta] 
 reafirma Marte como um importante destino para a exploração humana no futuro", comentou o administrador da Nasa, Charles Bolden.
A água líquida aparece em encostas voltadas para o hemisfério sul de Marte.

Vejamos o que tem a Doutrina Espirita a ver com essa noticia:


Sabemos que Jesus afirmou: "Há muitas moradas na casa de meu Pai; se assim não fosse, já eu vo-lo teria dito, pois me vou para vos preparar o lugar. - S. JOÃO, cap. XIV, v. 2". E Kardec esclareceu: "A casa do Pai é o Universo. As diferentes moradas são os mundos que circulam no espaço infinito e oferecem, aos Espíritos que neles encarnam, moradas correspondentes ao adiantamento dos mesmos Espíritos." Mas, todos os mundos? Sim, a resposta está na questão 55 do Livro dos Espíritos: São habitados todos os globos que se movem no espaço? "Sim e o homem terreno está longe de ser, como supõe, o primeiro em inteligência, em bondade e em perfeição..." Uma tarefa difícil para os espíritos esclarecidos é nos mostrar como a pluralidade dos mundos habitados é grandiosa. Vamos nos colocar no lugar deles. Basta nos imaginar tentando explicar o que é um computador e a Internet para um contemporâneo de Kardec ou um simples rádio para um irmão da corte de Napoleão, ou ainda mais difícil, a um Espartano. Assim é a dificuldade de um Espírito elevado nos descrever um mundo superior.
Após as recentes expedições e descobertas revelando água na Lua, e registro de vida bacteriana no passado longínquo de nosso vizinho Marte, nos questionamos: - E a Doutrina Espírita, o que revela e esclarece sobre essa questão ?
Sobre o dito estado inferior da vida em Marte, mencionado no Boletim n.303 são necessários alguns esclarecimentos. Ao dizer que Kardec afirma que Marte tem vida menos evoluída que a Terra, o autor certamente refere-se à nota da questão 188 do Livro dos Espíritos, na qual Kardec comenta, no rodapé, que: "Segundo os Espíritos, de todos os mundos que compõem o nosso sistema planetário, a Terra é dos de habitantes menos adiantados, física e moralmente. Marte lhe estaria ainda abaixo, sendo-lhe Júpiter superior de muito, a todos os respeitos..." .
Kardec, no seu bom senso, foi prudente em utilizar a forma verbal imperfeita do condicional "lhe estaria", e em usar a referência "Segundo os Espíritos", não atribuindo, assim, certeza a tal revelação. Portanto, não era um postulado definitivo dele e nem daqueles que constituem a falange do Espírito de Verdade, os autores das respostas existentes no corpo do Livro dos Espíritos.
A Literatura espírita, em diversas fontes, afirma e descreve o Planeta Marte como um irmão mais velho e mais evoluído e com vida bem mais adiantada que a nossa. Cito algumas destas referências: a.. Humberto de Campos - Francisco Cândido Xavier, no livro Novas Mensagens, capítulo intitulado Marte, da FEB, 1939.
b.. Emmanuel - Francisco Cândido Xavier, no livro Emmanuel, parte introdutória A Tarefa dos Guias Espirituais, da FEB, 1938. c.. Francisco Cândido Xavier, o livro ditado por sua mãe, Cartas de uma Morta, Ed. LAKE.
d.. Ramatis - Hercílio Maes, em Vida no Planeta Marte, da Livraria Freitas Bastos, 1955, o mais detalhado de todos, descreve minuciosamente a sociedade, a ciência, a educação, o governo, a vida animal e vegetal, o corpo físico, a medicina, a cultura, a alimentação, o desenvolvimento tecnológico e até as naves interplanetárias marcianas, entre outros.
Se realmente existe vida superior em Marte, por que não foi feito contato oficial deles para conosco? Por que os astrólogos sempre se referem a Marte como um planeta de influência bélica? Por que só vemos um deserto frio nas expedições feitas recentemente? Eis as respostas dadas pela literatura espírita: os marcianos, como portadores de um estado moral mais evoluído, e vivendo em uma sociedade espiritualizada, estão conscientes de que ainda não devem estabelecer um contato oficial com a Terra, pelo fato dela ainda estar envolvida em um ambiente belicoso. A tecnologia deles poderia ser usada como arma de dominação e guerra se estivesse em nossas mãos. Mas, eles anseiam por nos ajudar mais diretamente. Atualmente, a ajuda tem sido mais magnética e/ou missionária, através do reencarne de alguns deles entre nós.




4 de ago. de 2011

A GRANDE TRANSIÇÃO - Joanna de Ângelis




Opera-se, na Terra, neste largo período, a grande transição anunciada pelas Escrituras e confirmada pelo Espiritismo. O planeta sofrido experimenta convulsões especiais, tanto na sua estrutura física e atmosférica, ajustando as suas diversas camadas tectônicas, quanto na sua constituição moral. Isto porque, os espíritos que o habitam, ainda caminhando em faixas de inferioridade, estão sendo substituídos por outros mais elevados que o impulsionarão pelas trilhas do progresso moral, dando lugar a uma era nova de paz e de felicidade. Os espíritos renitentes na perversidade, nos desmandos, na sensualidade e vileza, estão sendo recambiados lentamente para mundos inferiores onde enfrentarão as conseqüências dos seus atos ignóbeis, assim renovando-se e predispondo-se ao retorno planetário, quando recuperados e decididos ao cumprimento das leis de amor.

Por outro lado, aqueles que permaneceram nas regiões inferiores estão sendo trazidos à reencarnação de modo a desfrutarem da oportunidade de trabalho e de aprendizado, modificando os hábitos infelizes a que se têm submetido, podendo avançar sob a governança de Deus. Caso se oponham às exigências da evolução, também sofrerão um tipo de expurgo temporário para regiões primárias entre as raças atrasadas, tendo o ensejo de ser úteis e de sofrer os efeitos danosos da sua rebeldia.

Concomitantemente, espíritos nobres que conseguiram superar os impedimentos que os retinham na retaguarda, estarão chegando, a fim de promoverem o bem e alargarem os horizontes da felicidade humana, trabalhando infatigavelmente na reconstrução da sociedade, então fiel aos desígnios divinos.

Da mesma forma, missionários do amor e da caridade, procedentes de outras Esferas estarão revestindo-se da indumentária carnal, para tornar essa fase de luta iluminativa mais amena, proporcionando condições dignificantes, que estimulem ao avanço e à felicidade.

Não serão apenas os cataclismos físicos que sacudirão o planeta, como resultado da lei de destruição, geradora desses fenômenos, como ocorre com o outono que derruba a folhagem das árvores, a fim de que possam enfrentar a invernia rigorosa, renascendo exuberantes com a chegada da primavera, mas também os de natureza moral, social e humana que assinalarão os dias tormentosos, que já se vivem.

Os combates apresentam-se individuais e coletivos, ameaçando de destruição a vida com hecatombes inimagináveis. A loucura, decorrente do materialismo dos indivíduos, atira-os nos abismos da violência e da insensatez, ampliando o campo do desespero que se alarga em todas as direções. Esfacelam-se os lares, desorganizam-se os relacionamentos afetivos, desestruturam-se as instituições, as oficinas de trabalho convertem-se em áreas de competição desleal, as ruas do mundo transformam-se em campos de lutas perversas, levando de roldão os sentimentos de solidariedade e de respeito, de amor e de caridade...

A turbulência vence a paz, o conflito domina o amor, a luta desigual substitui a fraternidade.

Mas essas ocorrências são apenas o começo da grande transição.

A fatalidade da existência humana é a conquista do amor que proporciona plenitude. Há, em toda parte, uma destinação inevitável, que expressa à ordem universal e a presença de uma Consciência Cósmica atuante.

A rebeldia que predomina no comportamento humano elegeu a violência como instrumento para conseguir o prazer que lhe não chega da maneira espontânea, gerando lamentáveis conseqüências, que se avolumam em desaires contínuos.

É inevitável a colheita da sementeira por aquele que a fez, tornando-se rico de grãos abençoados ou de espículos venenosos. Como as leis da vida não podem ser derrogadas, toda objeção que se lhes faz converte-se em aflição, impedindo a conquista do bem-estar.

Da mesma forma, como o progresso é inevitável, o que não seja conquistado através do dever, sê-lo-á pelos impositivos estruturais de que o mesmo se constitui. A melhor maneira, portanto, de compartilhar conscientemente da grande transição é através da consciência de responsabilidade pessoal, realizando as mudanças íntimas que se tornem próprias para a harmonia do conjunto. Nenhuma conquista exterior será lograda se não proceder das paisagens íntimas, nas quais estão instalados os hábitos. Esses, de natureza perniciosa, devem ser substituídos por aqueles que são saudáveis, portanto, propiciatórios de bem-estar e de harmonia emocional. Na mente está a chave para que seja operada a grande mudança. Quando se tem domínio sobre ela, os pensamentos podem ser canalizados em sentido edificante, dando lugar a palavras corretas e a atos dignos.

O indivíduo, que se renova moralmente, contribui de forma segura para as alterações que se vêm operando no planeta.

Não é necessário que o turbilhão dos sofrimentos gerais o sensibilize, a fim de que possa contribuir eficazmente com os espíritos que operam em favor da grande transição.

Dispondo das ferramentas morais do enobrecimento, torna-se cooperador eficiente, em razão de trabalhar junto ao seu próximo pela mudança de convicção em torno dos objetivos existenciais, ao tempo em que se transforma num exemplo de alegria e de felicidade para todos. O bem fascina todos aqueles que o observam e atrai quantos se encontram distantes da sua ação, o mesmo ocorrendo com a alegria e a saúde.

São eles que proporcionam o maior contágio de que se tem notícia e não as manifestações aberrantes e afligentes que parecem arrastar as multidões. Como escasseiam os exemplos de júbilo, multiplicam-se os de desespero, logo ultrapassados pelos programas de sensibilização emocional para a plenitude.

A grande transição prossegue, e porque se faz necessária, a única alternativa é examinar-lhe a maneira como se apresenta e cooperar para que as sombras que se adensam no mundo sejam diminuídas pelo Sol da imortalidade.


Nenhum receio deve ser cultivado, porque, mesmo que ocorra a morte, esse fenômeno natural é veículo da vida que se manifestará em outra dimensão.

A vida sempre responde conforme as indagações morais que lhe são dirigidas. As aguardadas mudanças que se vêm operando trazem uma ainda não valorizada contribuição, que é a erradicação do sofrimento das paisagens espirituais da Terra. Enquanto viceje o mal, no mundo, o ser humano torna-se-lhe a vítima preferida, em face do egoísmo em que se estorcega, apenas por eleição especial. A dor momentânea que o fere, convida-o, por outro lado, à observância das necessidades imperiosas de seguir a correnteza do amor no rumo do oceano da paz. Logo passado o período de aflição, chegará o da harmonia. Até lá, que todos os investimentos sejam de bondade e de ternura, de abnegação e de irrestrita confiança em Deus. 
Do: Livro: "Jesus e Vida"- página 15. 

O que é a Morte na visão Espirita:



“Onde está, ó morte, a tua vitória? Onde está, ó morte, o teu aguilhão?”
Paulo. (Coríntios, 15:54 e 55.)

Todas as religiões pregam a imortalidade. A Doutrina Espírita vem comprová-la, resgatando o espírito da matéria, matando a morte.
Eu, você e nossos semelhantes somos seres humanos. Um ser composto de espírito e de corpo. O espírito é o princípio da vida, da inteligência, da vontade, do amor, a sede da consciência e da personalidade. O homem é um espírito encarnado. Nós somos espíritos.
Espíritos são os seres inteligentes da criação. Os espíritos não se formam espontaneamente, nem procedem uns dos outros, são criados por Deus. O modo pelo qual Deus nos criou e em que momento nos fez, nada sabemos. A origem do espírito é mistério que, por enquanto, não podemos compreender.
Deus criou todos os espíritos simples e ignorantes, com igual aptidão para progredir e todos atingirão o grau máximo da perfeição relativa com seus esforços pessoais. Jesus afirmou: “A cada um segundo as suas obras”.
Os espíritos estão por toda parte. Povoam os espaços infinitos. Temos muitos deles ao nosso lado, continuamente, observando-nos e sobre nós atuando, sem o percebermos, pois que os espíritos são uma das potências da natureza e os instrumentos de que Deus se serve para execução de seus desígnios providenciais. Nem todos, porém, vão a toda parte, por isso há regiões inacessíveis aos menos adiantados.
De um modo geral podemos dividir os espíritos em três categorias: Espíritos imperfeitos, bons e puros.
Os imperfeitos são inclinados ao mal e vivem mais a vida material do que a vida espiritual.
Os bons compreendem a vida espiritual, possuem o sentimento da caridade desenvolvido e esforçam-se por se aperfeiçoarem cada vez mais.
Os puros não sofrem influência da matéria, possuem superioridade intelectual e moral absolutas com relação aos espíritos das outras ordens.

Na realidade, somos formados de três partes:
1ª - o corpo;
2ª - o espírito;
3ª - o perispírito.
O espírito
“Se vivemos em espírito, pelo espírito pautemos também nossa conduta.”
Paulo (Gálatas, 5:25.)

O espírito é imaterial, indivisível, imortal, princípio inteligente do Universo, vivendo uma vida pessoal e consciente, destinado a progredir indefinidamente para a Verdade, o Bem Eterno.
Somos espíritos encarnados e o que nos diferencia dos espíritos desencarnados é o nosso corpo de carne, nada mais.
O espírito encarna por condição necessária ao seu progresso. A educação do espírito é progressiva, supõe uma longa série de trabalhos a realizar e etapas a percorrer, por isso ele reencarna tanta vezes quantas sejam necessárias para atingir a plenitude do seu ser e a felicidade completa.
Nossa pátria verdadeira é a pátria espiritual. De lá viemos e para lá voltaremos, quando nos depurarmos totalmente.
O corpo
“Digo-vos irmãos: a carne e o sangue não podem herdar o Reino de Deus.”
Paulo (I Coríntios, 15:50.)

O corpo é um envoltório de carne, composto de elementos materiais, sujeitos a mudanças e à morte; é o instrumento que o espírito usa para atuar no mundo material. Precisa, portanto, atender às necessidades do espírito e aos objetivos que ele traz ao encarnar.
As doenças físicas, de modo geral, não passam de distúrbios do espírito transportados para o corpo físico. O espírito reencarna num corpo ajustado às suas necessidades evolutivas. Os mentores da Esfera Superior auxiliam no planejamento da reencarnação, nas alterações indicadas para o seu progresso espiritual; aqui uma lesão numa válvula do coração, ali um diabete, acolá um intestino preso ou uma perna curta são fatores de reequilíbrio.
Qualquer que seja sua condição, o corpo material merece o nosso cuidado, de maneira alguma devemos desprezá-lo. Ele é, na verdade, uma concessão da Bondade Divina, nosso instrumento de trabalho.
O perispírito
“Se há corpo animal, há também corpo espiritual.”
Paulo (I Coríntios, 15:44.)

O espírito está unido ao corpo por meio de um elemento intermediário chamado perispírito que preexiste à vida presente e sobrevive à morte.
Nos mundos espirituais o perispírito é um veículo de manifestação e trabalho. No encarnado, ele governa a formação e o funcionamento do corpo físico.
O perispírito, corpo do espírito, é maleável, modifica-se segundo a vontade do espírito; é indestrutível, mas pode ser lesado e, mesmo mutilado, com amplas perdas de substâncias, em face da persistência na prática do mal. Purifica-se e torna-se sutil conforme o ser vai progredindo em moralidade.
No mundo espiritual nada pode ficar oculto para os espíritos evoluídos. Para eles, ninguém pode fingir ser o que não é. Todas as ações que praticamos se gravam em nosso perispírito, que revela o que somos, mostra o que fizemos e diz a que classe de espíritos pertencemos. Como em um livro aberto pode-se ler no perispírito de cada um, o bem e o mal que praticou. De modo geral o espírito se apresenta à vidência com o aspecto perispiritual da sua última encarnação.