Hebergeur d'Images Gratuit
“Como a abelha que colhe o mel de diversas flores, a pessoa sábia aceita a essência das diversas crenças e vê somente o bem em todas as religiões”

21 de abr. de 2011

PÁSCOA E REFORMA ÍNTIMA




Segundo a Doutrina Espírita, codificada por Allan Kardec, não há nenhuma espécie de culto a simbologias ou ritos. Por outro lado, para as sociedades, em grande parte marcadas na história pela vida de Cristo, o modus de vida se dá anualmente pelo calendário cristão, que demarca momentos de reflexão e pausa para amar ao próximo, como o Natal e a Páscoa.
Para a Doutrina Espírita, o verdadeiro espírita se reconhece "pela sua transformação moral e pelos esforços que empreende em domar suas más inclinações" (KARDEC, em O Evangelho Segundo o Espiritismo). É neste sentido, então, que se dá a compreensão de Páscoa: a busca pela Reforma Íntima, burilando o lado do homem velho que há dentro de cada um, para renascer um homem novo.
O sentido de renovação da Páscoa para os cristãos espíritas se concretiza na renovação de si mesmo, na melhoria íntima e evolução espiritual, sendo esta a única forma de transformação das relações humanas e da vivência mundana, levando-nos a atingir a verdadeira felicidade, através da Lei Divina da Evolução, à qual todos estamos fadados a seguir. Os símbolos do coelho, dos ovinhos de páscoa, o vinho, o peixe, são, à luz da Doutrina, apenas formas concretas e materializadas encontradas pelo homem para representar o seu desejo de vida, de renovação, de resignação e fé em Deus, nosso pai, e Cristo, nosso irmão, modelo e mestre.
No entanto, se essa foi uma forma que a humanidade encontrou de fazer uma pausa para reflexão acerca da moral de Jesus e de amar aos seus semelhantes... Pois que todos os dias possam ser de Páscoa e todas as religiões a preguem com a santidade que o seu verdadeiro significado merece. E sobretudo, que todo indivíduo, filho de Deus que é, possa corresponder às oportunidades da reencarnação e de cada dia que lhe é concebido para transformar-se num homem novo, buscando compreender e seguir a moral cristã que nos foi ensinada pessoalmente por nosso irmão maior, concretizando-se em sua Lei de Amor. Que desta forma todos possam receber nesta época, como em todas as outras, muita luz e muita paz de Jesus Cristo e de nosso Pai Celestial.

10 de abr. de 2011

Deus e Você

Muitas pessoas passam pela existência terrena, sem a mínima preocupação com que vão encontrar no além-túmulo.

Outras, ao contrário, vivem um tormento constante, inseguras com suas atitudes, imaginando o que Deus vai achar do seu desempenho.

Algumas preferem curtir os prazeres da terra e deixar para pensar nisso mais tarde, quando a velhice se aproximar.

Embora sendo espíritos imortais, muitos homens não vivem como tal. Mesmo sabendo que a vida no corpo físico é frágil e passageira, desejam vivê-la como se fosse eterna.

E é assim que, ao sentirem a aproximação da linha de chegada, se desesperam na tentativa de encontrar as respostas certas, caso Deus lhe cobre alguma coisa.

No entanto, Deus não é um juiz implacável, esperando sua chegada no além, com o livro da vida na mão para anotar seus erros e acertos.

Deus está na sua consciência, através das suas leis nela inscritas.

Portanto, você terá, sim, um tribunal que lhe pedirá contas do que fez com tudo o que foi lhe oferecido para seu estágio no corpo físico. E esse tribunal é a sua própria consciência.

Assim, se chamarmos nossa consciência de Deus, por ser a representação das leis divinas, poderemos fazer uma prévia do que Deus não vai nos perguntar.

Deus não vai perguntar que tipo de carro você costumava dirigir, mas vai perguntar quantas pessoas que necessitavam de ajuda você transportou.

Deus não vai perguntar qual o tamanho da sua casa, mas vai perguntar quantas pessoas você abrigou nela.
Deus não vai fazer perguntas sobre as roupas do seu armário, mas vai perguntar quantas pessoas você ajudou a vestir.

Deus não vai perguntar o montante de seus bens materiais, mas vai perguntar em que medida eles ditaram sua vida.

Deus não vai perguntar qual foi o seu maior salário, mas vai perguntar se você comprometeu o seu caráter para obtê-lo.

Deus não vai perguntar quantas promoções você recebeu, mas vai perguntar de que forma você promoveu os outros.
Deus não vai perguntar qual foi o cargo que você ocupava, mas vai perguntar se você desempenhou seu trabalho com o melhor de suas habilidades.

Deus não vai perguntar quantos amigos você teve, mas vai perguntar de quantas pessoas você foi amigo.
Deus não vai perguntar o que você fez para proteger seus direitos, mas vai perguntar o que você fez para garantir os direitos dos outros.

Deus não vai perguntar em que bairro você morou, mas vai perguntar como você tratou seus vizinhos.

Deus não vai perguntar quantas horas você viveu na terra, mas vai perguntar o que você fez das suas horas.

Deus não vai perguntar quem foram seus familiares, mas vai perguntar sobre a sua relação com eles.

Deus não vai perguntar se houve obstáculos em seu caminho, mas vai perguntar sobre os esforços que fez para superá-los.

Deus não vai perguntar sobre o patrimônio que você deixou para seus herdeiros, mas vai querer saber das riquezas espirituais que levará na bagagem.

E somente você saberá que respostas terá para dar.

Pense nisso!
Jesus assegurou que a cada um será dado segundo suas obras.

Assim sendo, não adianta pensar em desculpas pelo que fez ou deixou de fazer, pois Deus, que está em sua consciência, vai lhe perguntar, sim, sobre seu desempenho, muito embora já saiba de todas as respostas.
Pense nisso! Mas pense agora!


Equipe de Redação do Momento Espírita, com base no texto de Whit Criswell.

4 de abr. de 2011

A chegada de Urano em Áries e o terremoto no Japão: coincidência?





Observando o céu, percebo que Urano entrou em Áries no dia e quase na hora exata em que aconteceu o terrível terremoto e tsunami no Japão.

Mas não é só isso.
Plutão, ainda no início de Capricórnio, já vem anunciando que a terra treme.
Afinal, Plutão, por onde passa, mexe com as estruturas de dentro para fora.
Tem uma péssima fama, mas seu "trabalho" é o da faxina. Ele remexe as coisas por dentro e silenciosamente, encontra o que está podre, e bota isso prá fora, com pouquíssima sutileza.
Muitas vezes encontra belos tesouros, que precisavam apenas de reconhecimento para despertar de seu sono, mas não tem piedade do que está corrompido e estragado.

Se Saturno, o Mestre do Carma, já tem péssima fama, este pelo menos ainda nos dá alguma chance. A cada 30 anos volta por onde esteve, aponta o dedo e diz: "isto não está bom, precisa melhorar urgente, ou vai pro lixo".
E lá vamos nós, subir a montanha, num esforço danado prá não perder, ainda dá prá recuperar, se tivermos disciplina, perseverança, força e organização. Saturno só não tolera a preguiça.
É um planeta frio, esfria e condensa tudo o que toca. Deixa aquela área superconcentrada, resumida ao que é mesmo essencial.
Resultado: sofremos, mas aprendemos lições importantes.
E depois reclamamos MUITO de Saturno que, apesar de tudo, nos deu mais uma chance.
E Saturno, como Mestre do Carma, sempre reage: ou recompensa, ou castiga.

Até Saturno, ainda temos o tal livre arbítrio, mesmo que ele represente o nosso limite.

Mas a partir de Saturno, os chamados "transaturninos" (pois estão além da órbita deste), Urano, Netuno e Plutão, o livre arbítrio depende muito do nível de consciência que alcançamos.

Saturno cobra o carma, e lhe dá a chance de consertar, mas você trabalha e se esforça até o seu próprio limite.

Já Urano, quebra o carma, briga com Saturno. Detesta as tradições e considera tudo ultrapassado, adora mudar, agitar e revolucionar por onde passa.
Quando está de bom humor (em bons aspectos) traz progresso, avanços principalmente nos conhecimentos, e abertura mental para níveis superiores. Urano abre as portas que estavam fechadas.
Mas de mau humor (com aspectos difíceis) Urano derruba tudo por onde passa e não tem paciência com nada, faz a sua revolução; e quando sai as coisas estão em cacos, tudo muito rápido, surpreendente e chocante.
Urano é a oitava superior de Mercúrio.
No clima, Urano está ligado ao ar, aos raios (eletricidade) e trovões (muito barulho).

Netuno dilui e mistura tudo. Com sua névoa e umidade no ar, você não distingue as formas, os cheiros, as palavras. Com Netuno não há raciocínio lógico possível. Se Urano acelerou a mente, Netuno a deixa muito confusa.
Porque Netuno é um planeta do território dos sentimentos e emoções, ele não raciocina, apenas sente.
E o sentimento de Netuno é de um nível elevadíssimo, uma oitava superior de Vênus.
Se Vênus é sensual, Netuno é divino e sublime.
De bom humor (aspectos fáceis), deixa tudo muito docinho, agradável e aconhegante, um ambiente muito favorável ao relaxamento, à elevação do sentimento, e à busca do divino.
Mas de mau humor (aspectos difíceis), Netuno confunde, ilude, engana.
Está ligado à água, ao ar úmido e carregado, às enchentes, inundações, transbordamento de rios, leva água onde tem influência.

Plutão, a oitava superior de Marte, é um guerreiro diferente.
Enquanto Marte luta diretamente, não se prepara muito e já sai prá luta impulsivamente, Plutão permanece em silêncio, estuda o adversário, estuda suas próprias forças e fraquezas, traça uma estratégia, usa todos os recursos possíveis e só então parte, mas sempre em silêncio.
Marte é barulhento, Plutão é mudo.
Marte gosta de vencer, aparecer e ser aplaudido.
Plutão gosta de passar despercebido e deixa seu trabalho falar por si.
Por isso Plutão é conhecido como ótimo detetive, investigador, e sempre ligado às profundezas.
De bom humor, Plutão traz à tona nossos maiores tesouros, que nem sempre estão relacionados com o dinheiro. Podem ser talentos e recursos que tínhamos mas desconhecíamos. Podem ser relacionamentos que não dávamos tanta importância. E pode ser riqueza material também. Muitas vezes Plutão traz para fora a nossa força de cura.
Por isso, o simbolismo da flor de lótus: cresce no pântano e sai pura.
Mas de mau humor, Plutão tira, corta fora, traz perdas.

Bem, tudo isso prá voltar ao título:
seria apenas coincidência a entrada de Urano em Áries?
Essa entrada já era esperada como um marco importante.

E em Áries, Urano está agora participando mais ativamente da dupla quadratura formada entre Plutão, Saturno e Júpter.
Urano relacionado à eletricidade da natureza, aos raios, trovões e surpresas, ingressa no signo de Áries, relacionado com o fogo, a energia, o calor.
De bom humor, prevemos novas descobertas e muito avanço nos conhecimentos a respeito de energia, e também a respeito do Sol.
De mau humor, explosões, incêncios, aquecimento, essa incômoda possibilidade de acidente nuclear..

Essa configuração desafiante nos signos Cardinais significa muito movimento e rapidez.
Se fosse nos signos Fixos, as coisas seriam mais lentas, mas os Cardinais têm a força do impulso.
Por isso, marca mesmo.

Dá um espetáculo e depois passa, pois os Cardinais não têm a força dos Fixos para continuar, eles começam as coisas e depois largam.
Os cardinais estão ligados ao começo das coisas, principalmente Áries, que representa o início do Ano Astrológico e da Roda Zodiacal.

Urano, regente de Aquário, entrando em Áries, marca a entrada definitiva da Era de Aquário. Não há mais volta. A Era de Peixes se foi.

Urano estava em Peixes, agitando os mares, e entra em Áries, mexendo com fogo, com o calor, trazendo seus raios e trovões.
E quando entra em Áries, já encontra Plutão em Capricórnio lhe fazendo uma quadratura.

Plutão em Capricórnio remexe a terra por dentro. Remexe com os governos e autoridades, remexe com as tradições e com o passado.
Capricórnio também representa a estrutura das civilizações, as hierarquias e as bases.
Bem, aí está Plutão atrás de podres ou de tesouros..
E me parece que tem encontrado mais podres.. pois vários governos já estão em colapso.

Netuno, o Senhor dos Mares, está no final de Aquário, e não é todo o mês que está de mau humor.
Mas está indo para sua própria casa, seu signo de domicílio, Peixes, em abril de 2012.
Urano e Netuno estavam em recepção mútua há alguns anos (um na casa do outro), e era como se os dois estivessem em suas próprias casas.

Agora Urano e Plutão estão de péssimo humor, os dois em signos de comando (Áries e Capricórnio), enquanto Netuno se aproxima do mar, seu lar.

Não me parece que isso seja coincidência.
Sei que alguns céticos devem passar por aqui, e eles sempre têm argumentos.
Mas seria bom que antes de se manifestarem contra, estudassem um pouco de Astrologia.

Faço questão de deixar uma coisa bem clara: a "culpa" não é dos planetas.
Falo deles como personagens apenas para facilitar a compreensão do leigo.

Os planetas fazem parte do nosso meio ambiente, e nós reagimos à sua influência, assim como reagimos ao nosso ambiente.

Saturno já passou por esses pontos várias vezes; os assuntos "ecologia", "clima", etc, não são novidade há muitos anos, o despertar espiritual também não.
Sei que há muito exagero em tudo isso, e minha intenção não é alarmar, ao contrário.
Penso que estamos apenas colhendo o que já plantamos no passado.

Repetindo o que disse no início, Saturno, por onde passa, aponta a falha.
Atualmente está no signo de Libra, apontando o desequilíbrio. E como estamos falando de clima, o desequilíbrio no clima também.
Precisamos muito de equilíbrio e moderação, e parece que essas coisas estão em falta, o que não quer dizer que não possamos busca-las.

Se temos menos livre arbítrio com os transaturninos, não quer dizer que não podemos escolher, nem fazer nada. Podemos, sim.
Ninguém está de passagem no planeta por acaso.
Esse é um momento único, e temos a chance de abrir mais nossa consciência e nosso coração. (Despertar.. como dizem)

Podemos ser mais fraternos, solidários e amorosos, mais educados.
Afinal, são esses os valores que anunciam a Era de Aquário.
Não precisamos ficar solidários e fraternos à força.
Não precisamos de catástrofes para nos unir (ou para descobrir que na realidade não somos separados).

É muito triste o que aconteceu no Japão.
É muito triste o que aconteceu no Brasil e em outros países também.
Percebo que estamos refletindo exata e claramente o que os planetas mostram no céu. Pior: que estamos refletindo o nível mais baixo.
O que faremos quando Saturno passar por Escorpião, e nos apontar as nossas deficiências em partilhar as riquezas?
Não me refiro apenas ao povo que foi diretamente afetado e que teve as maiores perdas.
Todos os outros são afetados também.
Engana-se quem pensa que se não foi aqui, não é nada comigo. É sim.
Todos somos, em maior ou menor grau, responsáveis por tudo o que acontece. Fazemos parte de um todo, de um organismo vivo, não somos separados.

Ainda temos tempo para refletir sobre valores, ética e fraternidade.


Namastê.
Por Susana

3 de abr. de 2011

Grandes Seres,Eternos Mestres...


A Casa e a Rocha




O chamado Sermão do Monte de Jesus é a maior declaração de amor que a Humanidade recebeu, ao longo das eras.
O conteúdo, a forma, a estrutura da Carta Magna do bem são perfeitos, intocáveis.
O homem-paz, Mahatma Gandhi, foi capaz de dizer que se fossem perdidos todos os textos sacros da Humanidade, e só se salvasse o Sermão da Montanha, nada estaria perdido.
Sábia observação pois, realmente, está ali o mais seguro guia de conduta de que se tem notícia.
Não só pelas nove bem-aventuranças que cantam esperança, mostrando um futuro feliz para os corações sedentos de orientação e consolo mas, também, pela postura perante a lei antiga, mostrando que teve seu tempo, sua validade, no entanto, precisava de reforma, de melhoria. Precisava dar o próximo passo.
São muitas orientações, algumas brandas, outras enérgicas.
É no Sermão do Monte que Jesus fala que não se pode esconder uma cidade situada sobre o monte, conclamando-nos a fazer brilhar a luz interior que todos temos.
É ali que fala do amor aos inimigos, jamais pensado, jamais considerado antes por alguém. Uma proposta revolucionária e de beleza inigualável pelas nuances intrínsecas.
Foi do alto daquele monte que nos ensinou a orar, primeiro recomendando que a oração fosse realizada em nosso quarto interno.
Depois, orientando-nos a evitar o palavreado excessivo, tornando o ato de falar com Deus uma conversa amiga, desprovida de ritos ou pomposidades.
Por fim recita o Pai nosso...
Como esquecer aquela oração, aquele roteiro, aquele poema de luz!
Quantas almas, ao longo das eras, já se libertaram de seus sofrimentos atrozes, nas asas de um Pai nosso feito de coração! Quantas almas...
Em seguida, fala dos tesouros do céu, mostrando que são os únicos que levamos daqui, os únicos verdadeiramente reais para nossa vida espiritual.
Olhai as aves do céu... Não semeiam, nem ceifam... E vosso Pai celestial as alimenta...
Que consolo aos de vida material sofrida, aos que padecem a falta do necessário saber que alguém os cuida com carinho...
Do alto da montanha ainda diz Jesus: Pedi e vos será dado. Buscai e encontrareis. Batei e será aberto para vós.
Fez-nos deuses das possibilidades, das realizações através de uma vontade pulsante no íntimo.
Termina o grande poema de forma majestosa e didática:
Todo aquele que ouve estas minhas palavras e as pratica, será comparado ao homem prudente, que edificou sua casa sobre a rocha.
Caiu a chuva, vieram as torrentes, sopraram os ventos; precipitaram-se contra aquela casa, mas não desabou.
*   *   *
Construir nossa casa sobre a rocha é buscar a prática dos ensinos do Cristo em nossa vida diária.
De nada vale conhecer as palavras, os conteúdos, se eles não nos fazem homens e mulheres melhores, se não nos transformam em pessoas de bem.
Construir nossa casa sobre a rocha é perguntar sempre: Qual o comportamento cristão nesta circunstância?
Em cada decisão, questionar: Qual a decisão que me leva ao bem do meu próximo? Que me transforma em farol de luz sobre os alqueires do mundo atual?
É tempo de construir essa nova casa, nos dias de hoje, finalmente, sobre a rocha.

Redação do Momento Espírita.
Em 25.03.2011.